Home
Forte do Brum
Regina Coeli Vieira Machado
Servidora da Fundação Joaquim Nabuco
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

O Forte do Bom Jesus, conhecido hoje como o Forte do Brum, foi construído pelos donatários da capitania de Pernambuco, no século XVI, para segurança e proteção da barra do porto e da povoação do Recife.

Nesta época, a Capitania de Pernambuco era alvo de cobiça e ataques de piratas ingleses e franceses, por ter sido uma das capitanias do domínio da coroa portuguesa que mais prosperou e que produzia e comercializava produtos nativos como o pau-brasil, algodão e açúcar.

O ataque mais temido ocorreu por volta de 1595, comandado por James Lancaster, que ocupou o Recife por 34 dias. Neste mesmo período os piratas franceses aliaram-se a ele, reforçando mais ainda a pilhagem para carregamento de madeira do pau-brasil, jóias, prataria e alfaias.

Em 1629, em decorrência de constantes ataques, Matias de Albuquerque, então governador da Capitania de Pernambuco pela segunda vez, deu inicio à construção de um novo forte, denominado de Forte Diogo Pais, financiado por Diogo Pais, homem nobre e rico da Capitania.

Porém, devido à Invasão Holandesa, ocorrida em 1630, o forte não pôde ser concluído e foi invadido pelos holandeses ainda nos alicerces. Junto com ele mais dois fortes foram tomados, o de São Jorge e o de São Francisco.

Dias depois da invasão o comandante da tropa invasora, Diederik van Waerdemburch, deu continuidade à construção de um novo forte utilizando-se dos alicerces do Forte Diogo Pais, que recebeu o nome de Forte de Bryne, em homenagem a Johan de Bryne, que na ocasião presidia o Conselho Político de Olinda.

Erguido em uma posição estratégica, que oferecia vantagens defensivas, o Forte do Brum, foi equipado com sete canhões de metais, sendo dois canhões de 24 libras, um de dezoito, um de dezesseis e um de dez libras, além de duas bombardas.

Com a expulsão dos holandeses, em 1654, o Forte retorna à administração da Capitania de Pernambuco e mais uma vez passa por reformas. No projeto de reconstrução, foi edificada uma capela sob a invocação de São João Batista do Brum, que determinou a sua nova denominação: Forte de São João Batista do Brum.

O Forte do Brum é um monumento que testemunhou inúmeros acontecimentos históricos, invasões, revoluções, registrados em Pernambuco, no Brasil e no mundo.

Por ser considerado um marco que guarda há séculos a longa história da Capitania de Pernambuco, e pelo seu relevante valor histórico, o Forte do Brum, foi tombado pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

No dia 19 de dezembro de 1985, o Governo Federal, através da Portaria Ministerial n. 1240, autorizou a criação do Museu Militar do Forte do Brum (MMFB), em homenagem ao soldado nordestino. O Museu foi inaugurado no dia 5 de janeiro de 1987, como um espaço de visitação turística e também um local para estudo e reflexão.

Recife, 15 de julho de 2003.

FONTES CONSULTADAS:

ALBUQUERQUE, Marcos. Museu Militar do Forte do Brum. Recife: D. Arte Publicidade, [s.d.].

ROCHA, Leduar de Assis. Forte do Brum: patrimônio histórico nacional. Recife: [s.n., s.d].

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: MACHADO, Regina Coeli Vieira. Forte do Brum. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.
 

Busca "Palavra-chave"

Busca "A a Z"


Copyright © 2019 Fundação Joaquim Nabuco. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido pela Fundação Joaquim Nabuco