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Reciclar é...Amar o Planeta

Cláudia Verardi
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
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O mundo moderno produz toneladas de lixo diariamente e cada vez mais se torna necessário pensar em reciclagem.

Mas o que é exatamente a reciclagem? O termo reciclar significa transformar objetos materiais usados (ou lixo material) em novos produtos para o consumo. (RECICLAGEM DO LIXO, 2015?).

A reciclagem pode trazer muitos benefícios para o nosso planeta, tendo em vista que muitos materiais levam muito tempo para se decompor no meio ambiente.

Segundo Ribeiro (2012), “a reciclagem reduz, de forma importante, impacto sobre o meio ambiente: diminui as retiradas de matéria-prima da natureza, gera economia de água e energia e reduz a disposição inadequada do lixo. Além disso, é fonte de renda para os catadores.”

Tanto pessoas comuns quanto os governantes estão preocupados com a excessiva produção de produtos descartáveis e embalagens, que cresceu demasiadamente a partir da década de 1980.
 
Várias cidades do mundo fazem campanhas e participam ativamente da coleta seletiva do lixo visando a reciclagem, atitude que favorece o país economicamente bem como contribui com a preservação do meio ambiente. Reciclar é uma das atuais iniciativas que pode salvar o planeta, já que contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar.

Cada vez mais, os centros urbanos, com altos índices de crescimento da população, têm encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo [aterros]. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. (RECICLAGEM, 2015?).

 
 A Cartilha Reciclagem de Lixo (2015) é um manual de uma nova prática a ser adotada pela sociedade cujo objetivo é mostrar que a simples mudança da rotina diária pode transformar o mundo em um planeta melhor. Trata-se de um manual que contém perguntas e respostas bem como informações necessárias para que o cidadão comum possa fazer a sua parte na luta pela preservação do meio ambiente. Nessa Cartilha, encontramos os três passos básicos para reciclar:

1º. Separar todo o material que pode ser reciclado: vidros, papéis, plásticos e metais e colocá-los em sacos separados do lixo orgânico (restos de alimentos).

2º. O material reciclável, anteriormente separado, deve ser lavado e estar seco para que possa ser reciclado.

3º. Depositar o material separado, limpo e seco em um local estratégico e diferente do local onde se deposita o lixo comum, para que seja recolhido. Observar que dia é feita a coleta seletiva em seu bairro e, caso não haja esse serviço no seu logradouro, buscar os depósitos de lixo reciclável que são diferenciados por cores:


-Verde: vidro (copos; frascos de remédio; jarras; garrafas; vidros coloridos)
* NÃO podem ser reciclados: vidros de automóvel; vidros de janelas; pirex; espelhos; tubos de TV; lâmpadas; óculos; cristais; ampolas de medicamentos; vidros temperados planos ou de utensílios domésticos.

-Azul: papel e papelão (jornal, folhas de papel, saco de papel, papel de escritório, livros, cadernos).
* NÃO podem ser reciclados: papel engordurado, papel higiêncio usado, carbono; celofane; papel plastificado, papel parafinado (fax).

-Amarelo: metal (lata de bebidas e alimentos, tampas de recipientes de vidro, lata de biscoito, bandeja e panela, ferragem, grampo, fios elétricos, chapas, embalagem marmitex, alumínio, cobre, aço, lata de produtos de limpeza).
*NÃO podem ser reciclados: lata de aerossóis, latas de tinta, pilhas, latas de inseticida, latas de pesticida.

-Vermelho: plástico (embalagens de alimentos, de produtos de beleza e de produtos de limpeza, tampas, brinquedos, peças plásticas, canetas esferográficas, escovas de dentes, baldes, artigos de cozinha). De acordo com Ribeiro (2012), “90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Recicle sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (pet), tampinhas e até brinquedos quebrados.”
*NÃO podem ser reciclados: celofane; embalagem a vácuo; fraldas descartáveis; adesivos; embalagem engordurada; siliconizados. O absorvente feminino também não pode ser reciclado porque, além da parte de algodão, existe também uma boa quantidade de plástico e polímeros absorventes (gel) sem contar que o sangue contamina o material.

De acordo com Lopes (2012), entre 2000 e 2008, houve um aumento de 120% no número de municípios com coleta seletiva, chegando a 994. A maioria está localizada nas regiões Sul e Sudeste do país, mas ainda não ultrapassa 18% dos municípios brasileiros.
 
Muitas pessoas ainda não sabem o que fazer com o lixo eletrônico ou tecnológico que cresce a cada dia mais com a vida moderna: os carregadores de celulares, televisores, notebooks, tablets e tudo o que leva pilha e bateria, dentre outros.  O brasileiro, a exemplo de outros povos de nações desenvolvidas ou em desenvolvimento, está preferindo, de acordo com Abreu (2014), trocar seus eletroeletrônicos antigos por outros novos para acompanhar os avanços tecnológicos ou quando surge um modelo mais atraente ou com mais recursos, porém não sabe o que fazer com os anteriores. Os entulhos de material eletroeletrônico nos lixões se desfazem lentamente liberando substâncias tóxicas nocivas ao meio ambiente e que podem ser prejudiciais à saúde do homem. Exemplo disso são os tubos de tevês e monitores, baterias, placas de circuito impresso que estão presentes na maioria dos artigos de informática, etc. e possuem pelo menos cinco substâncias nocivas à saúde: bário, bromado, cádmio, chumbo e mercúrio que, se forem descartados inadequadamente, podem vir a contaminar o solo, a água e até mesmo o ar.

Na Europa existem várias iniciativas para reaproveitamento desse lixo eletrônico, e a Alemanha, que é, segundo Abreu (2014), uma das nações mais bem-sucedidas em matéria de reciclagem, recicla 30% dos eletroeletrônicos descartados. Outros países, como a Suécia, também se destacam já que cerca de 1.550 fabricantes e importadores colaboram financeiramente para cobrir parte de futuras despesas com coleta e reciclagem e mantêm centros de reciclagem e estações de coleta para pequenos eletrônicos como baterias e lâmpadas. Várias empresas brasileiras, visando combater o crescimento desenfreado do lixo eletrônico, coletam seus produtos ao fim de sua vida útil: Claro, Dell, HP, Itautec, Philips e TIM são algumas delas.

Em resumo, os materiais que não vão para o lixo reciclável são: papel-carbono, papéis sujos, papéis sanitários, papéis higiênicos usados, copos de papel, etiquetas adesivas, fitas-crepe, guardanapos, fotografias, filtro de cigarros, cabos de panela, tomadas, clipes, grampos, esponjas de aço, canos, espelhos, cristais, cerâmicas e porcelana. Já “as pilhas e baterias de celular devem ser devolvidas aos fabricantes ou depositadas em coletores específicos” (RIBEIRO, 2012).

Todos devem fazer a sua parte, pois, afinal, reciclar é também declarar amor ao nosso planeta para garantir melhor qualidade de vida para as gerações futuras.
 
Curiosidades:

1. Você sabe quanto tempo algumas coisas que podem ser recicladas levam para serem absorvidas no meio ambiente?

- Papel: de 3 a 6 meses
- Plástico: mais de 100 anos
- Metal: mais de 100 anos
- Vidro: indeterminado (1 kg de vidro quebrado faz 1 kg de vidro novo e pode ser
 reciclado infinitas vezes)
- Caixa de papelão: 2 meses
- Lata de alumínio: 200 anos
- Copo plástico: 50 anos

2. O óleo de cozinha jogado no ralo da pia é um dos alimentos mais nocivos ao meio ambiente, pois contamina rios e mares. Apenas 1 litro de óleo de cozinha pode poluir 1 milhão de litros de água. Para evitar, coloque o óleo utilizado em garrafas PET bem vedadas e entregá-las a uma das várias organizações especializadas nesse tipo de reciclagem porque poderá ser útil para as fábricas de sabão e produção de biodiesel (Mais informações no site: www.cempre.org.br).

3. O algodão usado não é reciclável e leva em média de 3 a 5 meses para se decompor no meio ambiente.
 
Recife, 27 de julho de 2015.


FONTES CONSULTADAS:

ABREU, Regina. Problema do tamanho do mundo: o lixo eletrônico se amontoa, exigindo das nações pulso firme ante um agente poluidor intolerável. Problemas Brasileiros, ano 52, n. 422, p. 10-15, mar./abr. 2014.

CARTILHA Reciclagem de Lixo. Disponível em: <http://www.planetamelhor.com.br/>.  Acesso em: 14 jul. 2015.

CEMPRE–Compromisso Empresarial para Reciclagem. Disponível em: <www.cempre.org.br>. Acesso em: 27 jul. 2015.

LISBOA, Carla. Os que sobrevivem do lixo. Desafios do Desenvolvimento-Ipea, ano 10, n. 77, p. 58-63, out. 2013.

LOPES, Laura. Os números da reciclagem no Brasil. Época, São Paulo, 3 jan. 2012. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/o-caminho-do-lixo/noticia/2012/01/os-numeros-da-reciclagem-no-brasil.html>. Acesso em: 14 jul. 2015.

RECICLAGEM: reciclagem de lixo, plástico, reciclagem de alumínio, reciclagem de papel, respeito ao meio-ambiente, coleta seletiva de lixo, reciclagem de plástico. [2015?]. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/reciclagem/>. Acesso em: 14 jul. 2015.

RECICLAGEM do Lixo: importância da reciclagem do lixo, reciclagem de papel, vidro, alumínio, plástico, preservação do meio ambiente, lixo orgânico. [2015?]. Disponível em: <http://www.todabiologia.com/ecologia/reciclagem.htm>. Acesso em: 14 jul. 2015.

RIBEIRO, Rafaela. Como e por que separar o lixo? 2012.  Disponível em: <http://www.mma.gov.br/informma/item/8521-como-e-porqu%C3%AA-separar-o-lixo>. Acesso em: 28 jul. 2015.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: VERARDI, Cláudia Albuquerque. Reciclar é... amar o planeta. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em:<http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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