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Torreão (Bairro, Recife)

Erijane P.S. Rosa Gonçalves
Maria Helena Galvão

Professoras da Escola Municipal Compositor Capiba
(Projeto Capibinhas interagindo com o bairro - Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores).
Cláudia Verardi
Analista em C&T da Fundação Joaquim Nabuco
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A antiga Ilha de Joaneiro, como era conhecido o bairro, fincada às margens da Avenida Agamenon Magalhães, que é o principal acesso viário do Recife, trocou as palafitas do passado por casas de alvenaria e hoje é vizinha de prédios de luxo que vieram depois da ocupação dessa área.

De acordo com informações de PREFEITURA (2016?, p. 1), baseadas no Censo 2010 do IBGE, Torreão é um bairro do Recife que pertence à segunda Região político- administrativa (RPA- 2), tendo como vizinhos os bairros de Campo  Grande, Encruzilhada, Hipódromo, Santo Amaro e Espinheiro. Com uma área territorial de 16 hectares, possui uma população de aproximadamente 1.083 habitantes.

Na década de 50, o bairro que era predominantemente residencial e de pequena extensão territorial, era conhecido como Ilha de Joaneiro e habitado por pessoas de baixa renda que viviam, na maioria das vezes da pesca em um pequeno córrego da vila. Segundo relato de um dos moradores mais antigos, os pescadores utilizavam um bote para pescar nesse pequeno viveiro de peixes. Ainda segundo um dos entrevistados, havia um campo de futebol, (o morador cita com saudosismo), e um time chamado Vulcão que possuía uma sede onde aconteciam eventos na época. O campo de futebol foi demolido e, na mesma área construíram casas da COHAB (Companhia de Habitação Popular) dando início ao crescimento populacional do bairro.

    
Fotos: 01 - Casa encima do canal na Rua Ledinha; 02 - Edifício no inicio da Rua A.

Antigamente no Torreão a Associação de Moradores era muito atuante, promovendo atividades em prol da comunidade. Nos dias atuais, a Associação não atua efetivamente e sua sede se mantém fechada, porém, é utilizada para necessidades eventuais da comunidade como, por exemplo, quando ocorreu o último alagamento por conta das chuvas a sede serviu de alojamento para os moradores que tiveram suas casas invadidas pelas águas.

Em entrevista aos moradores foi relatado que o Bairro se divide entre a comunidade “pobre” e rica”. Alguns moradores que fixaram residência e vivem na comunidade por mais de cinquenta anos afirmam gostar muito do local. A senhora Albaneide, 67 anos, moradora nascida no bairro, dona de casa, afirma que ocorreram várias mudanças na comunidade, que antigamente era uma ilha e, no período da alta maré, as pessoas andavam de bote. A dona de casa recorda ainda que existia um viveiro do conhecido como “Viveiro do senhor José” (já falecido) e diz sentir saudades de sua quadrilha "COCOTA NA ROÇA", que chamava pessoas de vários locais e alegrava toda comunidade no período junino.

Atualmente os moradores do bairro contam com programações culturais, através de projetos oferecidos por ONGs (Organizações não governamentais) e pela ESCOLA DE FREVO. Frequentemente as crianças são beneficiadas As crianças são beneficiadas com atividades culturais.


Foto: Escola de Frevo (Alunos da Escola Municipal Compositor Capiba).
Fonte: As autoras.

O bairro Torreão aparenta ser um bairro “dormitório”, mas, sua comunidade se divide entre atividades culturais promovidas pelas ONGs e/ou atividades promovidas pelas escolas municipais e por suas atividades profissionais em diversas áreas, como: trabalhos em casa de família, padarias, escritórios de advocacia, entre outros.

A comunidade conta apenas com um posto de saúde que, segundo relatos de moradores entrevistados, não dispõe de médicos especialistas, vacinas ou atendimentos emergenciais.
O bairro Torreão não possui transporte coletivo (ônibus), os moradores utilizam transportes alternativos que circulam nas redondezas, bicicletas e carros particulares. O trânsito na rua principal é intenso, pois a Estrada de Belém dá acesso à Avenida Agamenon Magalhães, principal ligação entre Recife e Olinda.

A Escola Compositor Capiba, está situada em uma das principais ruas do bairro, a Othon Paraíso, que ligam o bairro à Avenida Agamenon Magalhães e onde se encontra um abrigo para idosos, além dos escritórios de advocacia e prédios residenciais.

Quanto à religião, existe grande diversidade de crenças no bairro, talvez explicada pelo tamanho do bairro, existindo várias igrejas evangélicas (Assembleia de Deus, Pentecostal, Batista), um Templo dos Mórmons: Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, um Centro Espírita e um Seminário Teológico Pentecostal do Nordeste. Nesse Seminário Teológico acontecem cursos de formação de teologia e viagens missionárias a vários países, principalmente africanos, como Guiné Bissau. 

A coleta de lixo do bairro é diferenciada bem como o seu contexto, uma vez que nas ruas estreitas e com maior carência econômica, é feita manualmente com o auxílio, na maioria das vezes, de pequenas carroças e, na parte mais elitizada, é feita pelos caminhões de coleta de lixo. Em alguns prédios da parte mais elitizada é feita a coleta seletiva do lixo.


Foto: Coleta de lixo no Bairro.
Fonte: As autoras.

No bairro existem essencialmente duas praças: uma fica no limite do bairro com a Avenida Agamenon Magalhães e conta com uma pista para caminhada e aulas de ginástica, orientadas por monitores, selecionados por órgão público municipal. A outra praça se localiza no centro do bairro, porém não tem condições adequadas para utilização; as árvores e a grama estão mal cuidadas e não possui a mínima infraestrutura para atividades de lazer ou esporte e o lixo toma conta do lugar. Apesar do lamentável estado de conservação, grupos como o Centro de Apoio Psicossocial, ocasionalmente (valendo-se de criatividade), utiliza o espaço para atividades esportivas ou de lazer com grupos de jovens e adultos.


Recife, 20 de setembro de 2016.

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 



CARVALHO, Ciara. Uma cidade chamada Ilha do Joaneiro. 2012. Disponível em: <http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/noticia/2012/05/19/uma-cidade-chamada-ilha-do-joaneiro-42667.php>. Acesso em: 20 set. 2016.

CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. 6. ed., São Paulo: Cortez, 2012.

FONSECA, Homero. Pernambucânia: o que há nos nomes das nossas cidades. 2 ed. Recife: CEPE, 2008.

GRUMBERG, Evelina. Manual de atividades práticas de educação patrimonial. Brasília , DF: IPHAN, 2007.

HORTA, Maria de Lourdes Parreiras; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia Básico de Educação Patrimonial . Brasília: IPHAN, 1999.

TORREÃO. In: RECIFE. Prefeitura. [2016?]. Disponível em: <http://www2.recife.pe.gov.br/servico/torreao>. Acesso em: 20 set. 2016.

 

 


COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

Fonte: GONÇALVES, Erijane P.S. Rosa; GALVÃO, Maria Helena; VERARDI, Cláudia Albuquerque. Torreão (bairro, Recife). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br//>. Acesso em: dia mês ano. Ex. 6.ago.2009.
 

 

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