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Estância (Bairro, Recife)

Sueli Domingos da Silva
Professora da Escola Municipal André Melo
(Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores).
Cláudia Verardi
Bibliotecária (Analista em C&T) da Fundação Joaquim Nabuco
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O nome do Bairro da Estância surgiu a partir da existência de uma propriedade rural chamada “Engenho Estância”.  Localizado na Zona Oeste da cidade, atualmente é integrante dos 94 bairros do Recife e tem como padroeira Santa Luzia, a protetora dos olhos. Os primeiros investidores na área onde se localiza o bairro foram os senhores José Augusto Alves de Paula e André de Melo, que construíram 200 (duzentas) casas, posteriormente homenageados com os seus nomes em ruas do local.

Com uma área territorial de 81 hectares, o bairro possui, de acordo com Estância (2016?) cerca de 9.240 habitantes, sendo a população feminina predominante, com 53,18% do total. A maioria dos moradores (48,39%) está na faixa dos 25 aos 59 anos de idade.

Na Av. Recife, a principal via de acesso do bairro, encontra-se a Paróquia Santa Luzia, construída em 04 de Julho de 1958 pela própria comunidade. Os primeiros líderes da igreja foram: Elina Lazar, Nair Pedrosa, Josefa Ribeiro e Maria das Dores. O Padre Irmael Viera celebra missa há 8 anos nessa igreja. Em entrevista, o sacerdote, que hoje está com 48 anos, revelou que percebeu sua vocação religiosa ainda criança, por volta dos seus 8 anos de idade e tornou-se padre há 14 anos. A Igreja Santa Luzia conta com oito funcionários e  presta assistência à comunidade através de algumas ações sociais, como a Pastoral da Criança e a Pastoral da Família, além de promover os encontros que acontecem na paróquia como por exemplo: o Encontro Jovens com Cristo( EJC). Durante a entrevista o padre ainda relatou que almeja realizar um Encontro de Casais com Cristo, juntamente com o Padre Oscar José de Moura.

 A senhora Josefa de Araújo, antiga moradora do bairro, ao ser entrevistada descreveu que antigamente a estrada das principais ruas era de barro, e as casas eram bem simples. Existiam os mangues, muitas árvores e rios, onde as pessoas da comunidade costumavam lavar roupa e tomar banho. No bairro funcionavam algumas empresas como a Condic, IPAM, Café Royal e Fábrica Yolanda - todas estas foram desativadas. A moradora concluiu a entrevista revelando que acompanhou algumas modificações e melhorias no bairro: as ruas de barro foram asfaltadas, casas feitas de tábua foram substituídas por alvenaria, o meio de transporte que antes era o trem (Maria Fumaça) passou para o metrô, além da substituição dos ônibus elétricos por ônibus a diesel.


Recife, 14 de novembro 2016.
 

FONTES CONSULTADAS:

COSTA, Francisco Augusto Pereira da.  Arredores do Recife. 2 ed. autônoma. Recife: Fundação Joaquim Nabuco: Editora Massangana, 2001.

ESTÂNCIA. [Foto neste texto]. Disponível em: <goo.gl/oeKuJE> . Acesso em: 18 nov. 2016.

ESTÂNCIA. In: RECIFE. Prefeitura. [2016?]. Disponível em: <http://www2.recife.pe.gov.br/servico/estancia>. Acesso em: 16 nov. 2016.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: SILVA, Sueli Domingos da; VERARDI, Cláudia Albuquerque. Estância (Bairro, Recife). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em:< http://basilio.fundaj.gov.br//>. Acesso em: dia mês ano. Ex. 6.ago.2009.

 

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