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Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj): uma "Casa" de Pesquisa, Educação e Cultura

Cláudia Verardi
Analista em C&T da Fundação Joaquim Nabuco
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Foto 1: Antiga fachada do IJNPS.
Fonte: Acervo Fundaj.

A história da Fundação Joaquim Nabuco começa em 1947, ano em que se comemorava o centenário de nascimento de Rui Barbosa, quando o então deputado Gilberto Freyre, no dia 20 de maio, proferiu um discurso defendendo a importância de também ser comemorado o centenário de nascimento de Joaquim Nabuco. Enaltecendo, sobretudo, o seu espírito de reformador social, sugeriu ao Ministério de Educação e Saúde, a Instituição do premio de cinquenta mil cruzeiros (moeda da época) ao melhor ensaio sobre Nabuco.

Joaquim
Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu em Recife - PE, em 19 de agosto de 1849. Era filho do Senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo. O escritor, diplomata e abolicionista compareceu às sessões preliminares de instalação da Academia Brasileira e foi o fundador da Cadeira de número 27.

Nabuco bacharelou-se em Letras. Em 1865, seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de Direito e formou-se no Recife, em 1870. Foi adido de primeira classe em Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879.

De 1881 a 1884 Nabuco viajou pela Europa e, em 1883, em Londres, publicou O Abolicionismo. De regresso ao país, foi eleito deputado pela segunda vez (a primeira foi no Rio de Janeiro) por Pernambuco, retomando posição de destaque da campanha abolicionista, que cinco anos depois teve êxito.

Nabuco escreveu duas grandes obras: “Um Estadista do Império”, que se trata da biografia do pai, mas na verdade, é a história política do país e um livro de memórias, “Minha Formação”, uma obra clássica de literatura brasileira.

Em 1901, era acreditado em missão ordinária, como embaixador do Brasil em Londres e, a partir de 1905, em Washington. Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a 3ª. Conferência Pan-Americana. Em sua companhia veio o Secretário de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação continental.

Nabuco tinha grande prestígio perante o povo e o governo norte-americano, manifestado em expressões de admiração dos homens mais eminentes, a começar pelo Presidente Theodore Roosevelt e pelo Secretário de Estado Root; e na recepção das Universidades, nas quais proferiu uma série de conferências, sobre cultura brasileira.

Faleceu em Washington (EUA) em 17 de janeiro de 1910. com solenidade excepcional seu corpo foi conduzido para o cemitério da capital norte-americana, e depois foi trasladado para o Rio de Janeiro  no cruzador North Caroline. De lá foi transportado para o Recife, sua cidade natal.

No dia 28 de setembro de 1915, foi inaugurada em Recife em uma de suas praças públicas, uma estátua em sua homenagem.

Em dezembro de 1948, em discurso proferido na Câmara Federal, Gilberto Freyre defendeu a ideia de que seria justa além da comemoração simplesmente festiva alusiva ao centenário de seu nascimento, a criação de algo duradouro e fora das convenções para homenagear Joaquim Nabuco. Sugeriu, portanto, a criação de um Instituto que levasse seu nome, voltado para as questões sociais.

A criação de um instituto de pesquisa social no Nordeste brasileiro teve grande repercussão, não apenas no Recife, mas em todo o País. Poucos meses antes da lei de criação ser sancionada, a imprensa local publicava matéria no Diário de Pernambuco, em 16 de janeiro de 1949, que expressava um voto de louvor e de confiança ao Instituto prestes a nascer: “Com o Instituto Joaquim Nabuco volta o Recife antigo ao antigo esplendor de Centro de Renovação Social e Intelectual do Brasil”. (JUCÀ, 1991, p. 63).

O Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais foi criado em 21 de julho de 1949, como órgão do Ministério da Educação e Cultura, do Governo Federal. No ano seguinte, em 1950, Gilberto Freyre, foi considerado pela UNESCO em Paris (França) um dos “oito maiores especialistas do mundo em Ciências Humanas”.

A preocupação com o social na trajetória de Joaquim Nabuco pelo Parlamento brasileiro revelou que o reformador social sobrepunha-se ao político. O mesmo ocorria com Gilberto Freyre, mais do que o político destacava-se o cientista social.

De acordo com Jucá (1991, p. 49), a criação de um Instituto de Pesquisas que ensejasse a viabilização desse trabalho viria a se constituir na vivificação de sua obra científico-política que, pelas razões acima consideradas, tomaria o nome de Nabuco.

Na época da criação do Instituto Joaquim Nabuco, atual Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), o Brasil era um país predominantemente rural e católico, com altas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil e grandes desigualdades econômicas, sociais e regionais, porém, o campo das pesquisas sociais se mostrava promissor.

As difíceis condições de vida das classes trabalhadoras, principalmente as do campo, tornaram-se objetos de pesquisas e análises científicas, ensejando estudos como Geografia da fome, de Josué de Castro, publicado em 1946; e a própria criação do Instituto Joaquim Nabuco, fruto de projeto proposto ao Congresso Nacional pelo deputado federal Gilberto Freyre (GASPAR; BARBOSA, 2009, p. 3).

A Fundação Joaquim Nabuco tem a Missão de gerar conhecimento no campo das humanidades com a finalidade de atender a demandas e necessidades relacionadas a educação e cultura, compreendidas de forma interdependente, com vistas ao desenvolvimento justo e sustentável da sociedade brasileira.

Compromissada com as questões sociais; diversidade cultural; interdisciplinaridade; democratização do conhecimento; e autonomia intelectual desenvolve projetos que exploram a interdependência entre educação e cultura, integrando suas múltiplas competências e articulando-se em redes de conhecimento.

Os valores da Fundação são: compromisso com as questões sociais; diversidade cultural; interdisciplinaridade; democratização do conhecimento; e autonomia intelectual.

A Fundaj teve, desde a sua criação, vários dirigentes, na época de Instituto eram chamados de “Diretores Executivos” e, a partir do momento em que foi instituída a Fundação Joaquim Nabuco, através do decreto 84.561, de 15 de março de 1980, passaram a ser chamados “Presidentes”.

Os diretores Executivos do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (IJNPS) foram: José Antonio Gonsalves de Mello (ago. 1949-1951); Paulo Maciel (1951-1955); Mauro Mota (1956-1970) e Fernando de Mello Freyre (jul. 1971-1980).

Apresenta-se a seguir uma breve biografia dos Presidentes da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj):

 

FERNANDO DE MELLO FREYRE:

Fernando Alfredo Guedes Pereira de Mello Freyre, filho de Gilberto Freyre e Maria Magdalena de Mello Freyre, nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 14 de outubro de 1943. Tornou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais em 1967 pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco e, no ano de 1986, em Administração de Empresas, pela Faculdade de Ciências da Administração da Fundação de Ensino Superior de Pernambuco.

Foi presidente do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco nas gestões de 1992-1993 e 1999-2003.

Ingressou em 1963 no Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (atual Fundação Joaquim Nabuco). Foi Diretor Executivo do Instituto de 1971 a 1976 e Presidente da Diretoria Executiva de 1976 a 1980. No dia 17 de março de 1980 foi nomeado presidente da Fundação Joaquim Nabuco permanecendo no cargo até 2003.

Sua história trajetória profissional esteve ligada, portanto, por mais de três décadas à história da Fundaj.

Faleceu em Recife no dia 28 de abril de 2005.

 


FERNANDO LYRA:

Fernando Soares Lyra, filho de João Soares Lyra Filho e Guiomar Farias Lyra nasceu no dia 8 de outubro de 1938, no Recife (PE).

Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Caruaru em 1964 e passou a trabalhar como advogado. Sua vida pública começou pelo Partido MDB ao ser eleito deputado estadual por Pernambuco em 1966.

Foi deputado federal por sete mandatos seguidos, entre 1971 e 1999. Na década de 1980, teve um intervalo na carreira de deputado para assumir o cargo de Ministro de Estado da Justiça, durante o governo do presidente José Sarney, de 15/03/1985 e 15/02/1986.

No livro Daquilo que eu sei - Tancredo e a transição democrática, lançado em 2009, Lyra revela, através de anotações pessoais e reflexões acerca dos bastidores do “Diretas Já”, o cenário político do país na década de 1980, época da transição da Ditadura Militar para o período democrático.

Foi nomeado para exercer o cargo de presidente da Fundação Joaquim Nabuco no dia 13 de fevereiro de 2003. Nesse período, graças ao seu prestígio como ex-ministro da Justiça, Lyra conseguiu, junto ao Ministério da Educação, importantes avanços para a Fundaj, inclusive orçamentários. Tendo sido esse o último cargo ocupado por ele, foi exonerado, a pedido, no dia 1º de abril de 2011.

Faleceu, aos 74 anos de idade, em São Paulo no dia 14 de fevereiro de 2013.

 

FERNANDO JOSÉ FREIRE

Nasceu no dia 15 de fevereiro de 1963 em Arcoverde (PE), Filho de José de Araújo Freire e Nacir de Oliveira Freire.

Engenheiro Agronômo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (em 1985); Mestre em Agronomia (Ciência do Solo) pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1991); Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (2001); Pós-Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (2008). Possui Pós-Doutorado na Texas A&M University nos EUA (2016).

Docente do Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Docente Permanente no Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Ciência do Solo). Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq desde 2009.

Entre outros cargos, foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Ciência do Solo), de 2001 a 2004.

De 2004 a 2008, Fernando Freire foi Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde criou 6 novos mestrados e 5 doutorados acadêmicos.

Como presidente da Fundaj, empossado no dia 11 de abril de 2011, tinha o grande desafio de socializar o conhecimento produzido pela Fundação ao longo dos seus 60 anos de história e integrá-la aos Projetos desenvolvidos pelo Ministério da Educação, construir pontes com os setores acadêmicos e lutar pela educação brasileira. Permaneceu no cargo até 15 de abril de 2015, quando foi exagerado a pedido.

 

PAULO RUBEM SANTIAGO FERREIRA:

 
Paulo Rubem Santiago, filho de Rubem ferreira e Maria Laura Santiago ferreira, nasceu no dia 17.07.1955 no Rio de Janeiro (RJ). Veio morar em Pernambuco aos 17 anos, e em 1976 formou-se em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco, nessa época, começou a militar no movimento estudantil.

É professor da UFPE há trinta e cinco anos, com experiência sindical (foi um dos fundadores da CUT e do PT) na área de educação (ex-dirigente sindical da educação básica e do ensino superior).

É um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e também um dos primeiros candidatos pelo partido a um cargo eletivo. Em 1991, assumiu um mandato de Vereador em Pernambuco. Foi reeleito vereador em 1992, com a maioria dos votos (6.518 votos).

Paulo Rubem tem sua trajetória parlamentar marcada de muitas conquistas, uma das mais importantes foi a lei municipal que criou os Conselhos Escolares e instituiu a eleição direta para dirigentes da rede de ensino do Recife.

Paulo Rubem teve também importante papel na Câmara dos Deputados: foi titular da Comissão de Educação e Cultura e integrou as comissões especiais que apreciaram a PEC do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB); que instituiu o piso salarial nacional para os professores do ensino básico e que analisou o Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020). Teve um papel destacado como co-autor da Lei da Ficha Limpa e coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção.

O ex Deputado Federal (2003/2015), foi Presidente da Fundação Joaquim Nabuco de 30 de abril de 2015 a 13 de maio de 2016 quando pediu afastamento e foi exonerado do cargo ao qual havia sido indicado pela então presidente Dilma Russeff.

Durante o tempo que ocupou o cargo, implementou uma gestão inovadora e ampliou o status nacional da Fundaj.

 


LUIZ  OTAVIO DE MELO CAVALCANTI:


Graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1969, e pós-graduado em Planejamento Governamental pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV), em 1972, Luiz Otavio de Melo cavalcanti possui experiência tanto na gestão pública quanto na área acadêmica.

O ex-diretor superintendente do Diário de Pernambuco e ex-Diretor Presidente da Faculdade Santa Maria, na gestão pública, exerceu os cargos de Secretário da Fazenda e Secretário de Planejamento do Estado de Pernambuco; Coordenador Nacional de Regiões Metropolitanas (Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano - CNDU)  no Ministério do Interior, em Brasília; Secretário de Planejamento e Urbanismo da Prefeitura do Recife;  Secretário de Planejamento de Pernambuco; Técnico da Secretaria de Articulação com Estados e Municípios do Ministério do Planejamento, em Brasília e Auditor fiscal do Estado em Pernambuco, por concurso.

A experiência na área acadêmica foi como docente da Universidade federal de Pernambuco (UFPE) e Faculdade Santa Maria (FSM).

O professor Luis Otávio atuou também como escritor, tendo livros publicados nas áreas da História, Administração, Cidadania e Literatura.

Foi nomeado
presidente da Fundação Joaquim Nabuco  pelo Ministro da Educação Mendonça Filho e, tomou posse, no dia 17 de junho de 2016,  permanecendo no cargo até o dia 7 de março de 2018.

 

A Fundação Joaquim Nabuco oferece diversos serviços à comunidade de seu entorno e à população em geral, dentre os espaços que se destacam estão:

 

Biblioteca:






















Foto 2
: Entrada do Edifício Dirceu Pessoa
Fonte: Acervo Fundaj.

 

Desde o início o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais se preocupou em criar uma biblioteca especializada em Ciências Sociais.

O primeiro diretor do Instituto, José Antônio Gonsalves de Mello, decidiu sobre a aquisição dos livros e periódicos. O diretor se preocupou também em fazer intercâmbio com organizações estrangeiras para obtenção de cópias, em microfilme, de folhetos e artigos de periódicos que dificilmente seriam encontrados para compra.

De acordo com informações do Boletim do Instituto Joaquim Nabuco (v. 1, n. 1, p. 113, 1952), o acervo já possuía dois mil volumes em 1952.

A enchente do Rio Capibaribe ocorrida nos dias 17 e 18 de julho de 1975, atingiram o acervo (aproximadamente 34.000 volumes entre livros e periódicos). Na ocasião 90% do acervo foi destruído.

Posteriormente, foi montado um Setor de Restauração - atual Laborarte (Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte).

Em 1976 a Biblioteca passou a se chamar Biblioteca Central Blanche Knopf, a homenagem explicada em 1968 por Gilberto Freyre se deu pelo fato de que ninguém nos Estados Unidos, nos últimos trinta anos, havia se dedicado tanto à cultura brasileira como ela.

Dois anos depois da enchente, em 1977, de acordo com (IJNPS, 1977, p. 23), a Biblioteca já contava com 19.276 volumes.

Em 1997, disponibilizou o catálogo online do seu acervo (uma das primeiras bibliotecas brasileiras a tomar essa iniciativa).

Em 2002, a Biblioteca disponibilizou o Pesquisa Escolar Online. O projeto consiste em elaborar e disponibilizar, no site da Fundaj textos sobre temas históricos, sociais e culturais e também a respeito de personalidades brasileiras, sobretudo ligados às regiões norte e nordeste do país. Voltado inicialmente para alunos e professores do ensino fundamental e médio, os textos podem satisfazer a curiosidade e/ou a necessidade de informação básica de qualquer pesquisador.

Foi criada por meio da Portaria nº 15, da Presidência da Fundaj, em 22 de fevereiro de 1999 a Biblioteca Setorial Nilo Pereira. Objetivava atender as atividades de ensino e pesquisa da então Escola de Governo e do Instituto de Cultura. Possuía um acervo focado em gestão de políticas públicas, cultura e artes. A partir de maio de 2006, passou a ser coordenada e supervisionada pela Biblioteca Central Blanche Knopf. Foi desativada em meados de 2014 por motivo de reforma no Campus Derby, tendo seu acervo remanejado para a Biblioteca Blanche Knopf.

A coleção de obras raras da Biblioteca da Fundaj possui livros dos séculos XVII a XIX. A maioria é proveniente do acervo da Biblioteca do antigo Museu do Açúcar; obras de Joaquim Nabuco e sobre ele, bem como parte de sua biblioteca particular que foi doada à Fundação por sua família em 1970; algumas coleções especiais como as séries Brasiliana, Documentos Brasileiros e Memória Brasileira; folhetos de cordel; periódicos nacionais e estrangeiros dos séculos XIX e XX, como por exemplo:  Almanach de Pernambuco, Revista do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, entre outros.

Atualmente a Biblioteca Blanche Knopf conta com um acervo de aproximadamente 125.000 volumes, entre livros, folhetos, e fascículos de periódicos, nas áreas de ciências sociais e humanas. 

 

Cinema da Fundação:


Foto 3: Cinema do Museu/ Fundaj Casa Forte
Fonte: Acervo Fundaj.

Trata-se de um dos espaços da Fundaj que mais encantam ao público, sobretudo aos amantes da arte cinematográfica. Além de exibir filmes, mostras e festivais, o Cinema da Fundaj também fomenta diálogos com atores, produtores, diretores e técnicos, abertos ao público.

Possuindo duas salas, uma no bairro do Derby e outra no bairro de Casa Forte, no Museu do Homem do Nordeste, além de oferecer espaço para discussão, são exibidos filmes nacionais e internacionais de destaque.

O Cinema da Fundação – Museu, atualmente é considerado  um dos espaços cinematográficos mais agradáveis do Recife, pois, além de oferecer conforto e acessibilidade, a sala está equipada com os melhores equipamentos de exibição, com tecnologia digital de projeção e distribuição de som.

 

Editora Massangana:

 

Foi criada oficialmente em 1980, porém, teve sua origem no fim dos anos 1960 no Setor de Cartografia do então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (IJNPS), responsável, à época, por capas, formulários e mapas produzidos na Instituição.
 
No período de junho de 1985 a setembro de 1986, a Editora foi um centro autônomo diretamente vinculado à presidência da Fundaj tendo o pesquisador e sociólogo Sebastião Vila Nova à frente da direção.

Em janeiro de 2012, o escritor Paulo Gustavo, servidor de carreira e ex-Secretário-Executivo do Conselho Editorial da Fundaj, passou a dirigir, como Editor, a Editora Massangana (nesse período a editora já se encontrava novamente subordinada ao Gabinete da Presidência.

A partir de fevereiro de 2015 a designer Rosângela Mesquita passou a responder pela Coordenação da Editora Massangana. 

 

Museu do Homem do Nordeste (Muhne):

O Muhne é fruto, da fusão de três museus: Museu de Antropologia (1961-1978), Museu de Arte Popular (1955-1978) e Museu do Açúcar (1963-1978).

Nascido em 1979, o Museu está comprometido com a memória social, voltada para os sujeitos (para as pessoas), buscando contribuir para a construção do entendimento entre os diferentes grupos sociais. A fim de superar as desigualdades sociais visa a equidade e direitos da cidadania para todos.

Seu acervo é composto tanto de coleções com objetos provenientes das casas das famílias abastadas dos senhores de engenhos, quanto por objetos simples, de uso cotidiano das famílias pobres. No acervo também são encontradas coleções de arte popular. As obras do Museu são oriundas das culturas negra, indígena e branca desde revelando a origem da nossa diversidade cultural.

O Museu oferece atividades educativas, debates, seminários, exposições, entre outras ações, demonstrando seu caráter de espaço democrático para o diálogo entre vários campos do conhecimento, sobretudo das ciências sociais, das artes e da comunicação.

A Fundação Joaquim Nabuco desenvolve atividades e projetos que estão diretamente ligados aos interesses e programas do Governo Federal com foco na Cultura, educação e inclusão social.

A execução das atividades-fins da Fundaj ficam sob a responsabilidade das Diretorias de Documentação, Pesquisas Sociais e Cultura.

Responsável pela promoção dos bens de valor histórico-cuturais representativos da memória e cultura do Brasil, a diretoria de Documentação através da pesquisa técnico-científica e ações envolvendo a documentação, concentrando-se especialmente na região Norte e Nordeste.

Compete à Diretoria de Pesquisas Sociais a realização de estudos, pesquisas e projetos voltados para a compreensão da realidade social, política, econômica e cultural brasileira com ênfase nas regiões Norte e Nordeste.

À Diretoria de Cultura compete o estímulo à produção cultural, promovendo também a reflexão e discussão sobre os processos criativos das regiões norte e nordeste do Brasil e a disseminação dos mesmos.

As ações empreendedoras da Fundação Joaquim Nabuco, com a inovação da Gestão Pública, contam com esforços conjuntos através de parcerias que, conciliando interesses, visem a interação e fortalecimento da identidade cultural para o crescimento social através de bens e serviços que promovam a cidadania.

Essas ações, de acordo com Sousa (2010, p. 132), são baseadas em uma cultura de preservação, conservação e documentação dos diversos artefatos materiais e imateriais que compõem a cultura brasileira, sobretudo das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

As atividades da Fundaj são marcadas pela constante adaptação e atualização utilizando equipamentos das novas tecnologias na promoção da disseminação da informação e inclusão social.

A transparência com a qual a Fundaj sempre atuou no diálogo com a sociedade,  está agora presente também nas redes sociais: Instagram, Twitter e Facebook, através das quais é possível ficar a par das novidades e interagir com a Fundação.

 
Recife, 1 de março de 2018.
Atualizado em 10 de março de 2018. 

 

FONTES CONSULTADAS:


BOLETIM DO INSTITUTO JOAQUIM NABUCO, Recife: IJNPS, v.1, n.1, 1952.

 
FUNDAÇÃO Joaquim Nabuco. Missão, visão e valores. Disponível em: <goo.gl/EtSm51>. Acesso em 28 fev. 2018.


GASPAR, Lúcia; BARBOSA, Virgínia (Org.). Fundação Joaquim Nabuco 60 anos: fontes para a sua história, 1949-2009. Recife: Fundaj, Editora Massangana, 2009.


JUCÁ, Joselice. Joaquim Nabuco: uma Instituição de pesquisa e cultura na perspectiva do tempo. Recife: Fundaj, Editora Massangana, 1991. (Documentos, 37).


SOUSA, Jefferson Lindberght de. A ação empreendedora em uma instituição fundacional do setor público: o caso da fundação Joaquim Nabuco. 2010. 169 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife. 2010.

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:



Fonte:
VERARDI, Cláudia Albuquerque. Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj): uma "Casa" de Pesquisa, Educação e Cultura. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em:<http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php>. Acesso em: dia mês ano. Ex.: 6 ago. 2009.

 

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