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Usina Bom Jesus
Situada ao norte do município do Cabo, na margem esquerda do rio Gurjaú, foi fundada, em 1895, pelo coronel Octaviano de Souza.

Era anteriormente um engenho, com o mesmo nome, construído antes da invasão holandesa, por Pedro Lopes de Vera.

Em 1918, o coronel Augusto Octaviano de Souza e sua esposa, Clementina Octaviano de Souza, venderam a usina para José Lúcia Ferreira e Luiz Ferreira Gomes da Silva Filho.

Em outubro de 1919, foi a usina novamente vendida para João Lopes de Siqueira Santos, Hermano Brandão de Siqueira Santos e o coronel Antônio Pedro Soares Brandão, que criaram uma sociedade denominada Firma Social de Santos Siqueira Etc. Cia.

Em 1923, o coronel Antônio Pedro desligou-se da sociedade e, em 1924, morreu Hermano Brandão, ficando assim João Lopes da Siqueira Santos, como único sócio.

Em 1929, tinha capacidade para processar 400 toneladas de cana em 22 horas, possuía seis quilômetros de via férrea, seis locomotivas e 130 vagões. No período de moagem contava com cerca de 400 operários trabalhando na fábrica.

A exploração das terras era feita por parceria e o transporte da cana e da lenha por via férrea própria. A produção de açúcar era transportada para o Recife por via marítima.

Possuía uma grande vila operária e uma escola com freqüência anual de 30 alunos.

Com a morte do proprietário João Lopes de Siqueira Santos, em 1934, a usina ficou para sua viúva, Benvinda Arruda Siqueira Santos e demais herdeiros.

Em 1945, foi transformada em sociedade anônima. Em1957, os sócios ofereceram suas cortas a João Lopes de Siqueira Santos Filho, que as comprou ficando então como único proprietário da usina, junto com sua esposa Marina Loyo Meira Lins de Siqueira Santos.

Em 1994, com a usina em ótimas condições, o comando foi passado para Clóvis Paiva, seu atual proprietário.

Recife, 7 de agosto de 2003.

(Atualizado em 9 de setembro de 2009).

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

ANDRADE, Manuel Correia de. História das usinas de açúcar de Pernambuco. Recife: FJN. Ed. Massangana, 1989. 114 p. (República, v.1)

 

GONÇALVES & SILVA, O assucar e o algodão em Pernambuco. Recife: [s.n.], 1929. 90 p.

 

MOURA, Severino. Senhores de engenho e usineiros, a nobreza de Pernambuco. Recife: Fiam, CEHM, Sindaçúcar, 1998. 320 p. (Tempo municipal, 17).

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Usina Bom JesusPesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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