Home
Trem do Forró

Semira Adler Vainsencher

Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 


No Brasil, a maior parte dos trens de passageiros foi erradicada. Entretanto, no final do século XX, um programa turístico diferente passava a ser oferecido à população: o chamado Trem do Forró.

 

O que veio a ser isto?

 

No período de São João, na Estação Central, alguns trens movidos a óleo diesel eram fretados especialmente para fazer o percurso Recife-Caruaru. Os participantes ingressavam no trem bem cedinho e só retornavam à noite. Os vagões, decorados com motivos juninos, conjuntos musicais compostos por uma sanfona, um zabumba e um triângulo, se encarregavam de animar os passageiros. Quadrilhas improvisadas e muito forró, representavam um verdadeiro arraial sobre os trilhos. Quando o trem parava nas estações, as pessoas eram saudadas pelos presentes.

 

Ao chegar na Estação Ferroviária de Caruaru, os turistas presenciavam uma verdadeira festa: havia a queima de fogos de artifício, a apresentação do rei e da rainha do forró, de quadrilhas, de bacamarteiros, de bandas de pífanos, entre outros. Dali, posteriormente, os passageiros eram levados até o Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, um outro local onde as apresentações continuavam. 

 

A partir de 2001, entretanto, devido às péssimas condições da linha Recife-Caruaru, que não oferecia segurança para os passageiros, o Trem do Forró mudou o seu trajeto: passou a sair do Marco Zero, no bairro do Recife, e a percorrer, apenas, o trecho Recife-Cabo de Santo Agostinho. Ao chegar neste local, os passageiros iam para a Praça dos Eventos, ao lado da estação ferroviária, onde a festa estava sempre muito animada. E, ao retornar ao Marco Zero, todos podiam assistir aos shows de forró e de bandas de pífano, e apreciar os dançarinos vestidos em trajes de matutos.

 

Atualmente, existe toda uma infra-estrutura montada para atender aos participantes do Trem do Forró: cada vagão possui os seus próprios músicos, serviço de bar e segurança, havendo um vagão específico com banheiros e um departamento médico e, durante todo o percurso, dois carros vão acompanhando o trem.

 

Vale ressaltar que, no Estado da Paraíba, existe também um Trem do Forró. Este sai da Estação Velha, em Campina Grande, rumo ao distrito de Galante, ao som de forrós pé-de-serra, em viagem que dura uma hora e meia.

 

No ponto final, para acolher os participantes, há um arraial com quadrilhas e um mercado público com barracas de comidas típicas juninas. Além destas, as pessoas podem saborear algumas iguarias da culinária nordestina, tais como a buchada ou picado de bode e o arrumadinho de feijão verde. Ali, são oferecidos, ainda, passeios em carroça de burros ou em jegues. No retorno a Campina Grande, aqueles que quiserem podem se dirigir ao Parque do Povo - o principal espaço de festas de São João da Paraíba - para dar continuidade à animação.

 

Recife, 25 de maio de 2004.

 

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

 

 

TREM do forró. Disponível em: <http://www.anpf.com.br/turismo_ferroviario> Acesso em: 11 maio 2004.

 

TREM do forró é uma opção recomendada. Disponível em: <http://www.pmcg.pb.gov.br/saojoao/trem.htm>. Acesso em: 12 maio 2004.

 

TREM do forró entra nos trilhos para o São João 2004. Disponível em: <http://www.tremdoforro.com.br/001.htm> Acesso em: 12 de maio 2004.

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Trem do Forró. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

 


 

Busca "Palavra-chave"

Busca "A a Z"


Copyright © 2019 Fundação Joaquim Nabuco. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido pela Fundação Joaquim Nabuco