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Sylvio Rabello

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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[...] trata-se de um cientista social que é também escritor com um raro poder de expressão, distinguindo-se por sua precisão ou exatidão de palavra [...] O seu saber corresponde ao do ideal camoneano: é não só teórico como feito de experiência. [...]

Gilberto Freyre, prefácio, Os artesãos do Padre Cícero, 1967.

            

 

 


Sylvio de Lyra Rabello nasceu no município pernambucano de Aliança, no dia 29 de novembro de 1899, filho do comerciante Heliodoro de Paula Ferreira Rabello e da professora primária Joaquina Gomes de Lyra.


Seu avô materno, Henrique de Paula Ferreira, também comerciante, foi regente da banda de música da cidade de Goiana.

Estudou no Colégio Alemão, da Ponte d’Uchoa, e no Ginásio Pernambucano, diplomando-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1922.

 

Ainda estudante trabalhou em um escritório de representações e ensinou em colégios particulares.

 

Ingressou no vespertino recifense A Notícia, onde, junto com Luiz Delgado, era responsável pelos tópicos do jornal.

 

Foi promotor público em Petrolina, Pernambuco e colaborou também comA Província, jornal na época dirigido por Gilberto Freyre. Sua colaboração restringiu-se, basicamente, a temas na área educacional, principalmente a da psicologia infantil.

         

Ocupou diversos cargos, entre os quais o de professor catedrático de Psicologia no Instituto de Educação de Pernambuco (1926) e da Faculdade de Filosofia da então Universidade do Recife, atual Federal de Pernambuco (1950); o de Diretor do Departamento de Educação de Pernambuco (1948); Secretário de Educação e Cultura de Pernambuco (1949-1950), no governo de Barbosa Lima Sobrinho, e de Diretor do Departamento de Psicologia Social do Instituto Joaquim Nabuco, hoje, Fundação Joaquim Nabuco (1966-1972).

 

Exerceu, ainda, entre 1947 e 1962, o cargo de Diretor Geral do Departamento Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) em Pernambuco.

Sua carreira profissional foi dedicada, prioritariamente, ao campo da educação e da psicologia. Na década de 1960, foi membro efetivo do Seminário de Tropicologia, na condição de psicólogo social.

Cientista, professor, psicólogo social e literato, Sylvio Rabello é autor de diversos livros e artigos de periódicos, entre os quais podem ser destacados: Os Testes Decrolianos de desenho (Recife, 1931); Características do desenho infantil: contribuição para o estudo psicológico da criança brasileira (Recife, 1933); A percepção das cores e das formas entre crianças de 3 a 11 anos(Recife, 1934); Pesquisa sobre noção do tempo entre crianças de 3 e 10 anos(Recife,  1935); Psicologia do desenho infantil (São Paulo, 1935);Representação do tempo na criança (São Paulo, 1937); Psicologia da infância(São Paulo, 1937); A originalidade da psicologia (Recife, 1939); Farias Brito ou uma aventura do espírito (Rio de Janeiro, 1940); Ensaio sobre a psicologia metafísica de Farias Brito, (Recife, 1940); Itinerário de Sylvio Romero, (Rio de Janeiro, 1944); Euclides da Cunha (Rio de Janeiro, 1948); Aspectos da aprendizagem profissional em centros europeus (Recife, 1961); Pedro Malasarte (peça de teatro, Recife, 1961); Cabeleira vem aí (peça de teatro, Recife, 1965); Os artesãos do Padre Cícerocondições sociais e econômicas do artesanato de Juazeiro do Norte (Recife, 1967); Cana-de-açúcar e região: aspectos sócio-culturais dos engenhos de rapadura nordestinos (Recife, 1969).

Sylvio Rabello faleceu na cidade do Recife, em 1972.

Em 1979, a Editora Civilização Brasileira, do Rio de Janeiro, em convênio com o Instituto Nacional do Livro, de Brasília, publicou Tempo ao tempo: memórias e depoimentos, uma obra póstuma assim descrita na última capa:

 

"O testemunho de sua criativa existência, desde o berço natal, em Pernambuco, que descreve em saborosos e pitorescos detalhes, até sua experiência de intelectual e homem maduro com ilustres contemporâneos, vivência que o revelaria como um dos nossos mais respeitados homens de letras."

 

 

Recife, 29 de janeiro de 2010.
Atualização em 20 de novembro de 2017.

 

 

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

 

 

 

FREYRE, Gilberto. Conciliação de aparentes arcaísmos com a tecnologia. In: RABELLO, Sylvio. Os artesãos do Padre Cícero. Recife: IJNPS, 1967. p. 9-14. Prefácio. 

 

LOUREIRO, Osman. Sylvio Rabello e o seu último livro. Revista do Museu do Açúcar, Recife, ano 4, n. 5, p. 28-41, 1971.

 

MELO, Alberto Cunha. Sylvio Rabello. Boletim Interno do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, Recife, n. 77, p.18-20, jan. 1972.

 

RABELLO, Sylvio. Tempo ao tempo: memórias e depoimentos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL,1979.

 

SYLVIO Rabello [Foto neste texto]. In: COUTINHO, Rejane Galvão. Sylvio Rabello e o desenho infantil. 1997. 159 p. Dissertação (Mestrado em Artes) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, Recife, 1997. Verso da capa.

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

 

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Sylvio Rabello. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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