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Farol Orange, AP

Semira Adler Vainsencher

Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco

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Por falta de recursos financeiros, e sob a alegação de que a navegação litorânea no extremo nordeste da Amazônia se dava muito afastada da costa, os primeiros registros do Farol Orange datam de 1947. Ele fica situado em oiapoque, no Amapá.

 

Após a Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar, realizada na década de 1920, a presença de um farol nas proximidades do Cabo Orange foi tida como de grande importância, pois, além de apoiar a navegação, funcionaria como um marco relevante, indicando os limites das águas brasileiras jurisdicionais.

 

O local escolhido para abrigar o farol apresentava, porém, muitos obstáculos à sua construção: o terreno era alagadiço, dificultando o desembarque de material; havia a predominância de manguezais (com raízes com quase dois metros de altura); e ele estava situado em plena mata equatorial, em um meio ambiente verdadeiramente inóspito, em se tratando de empreendimentos de obras arquitetônicas. 

 

Devido a tais obstáculos, uma das estacas da base teve de ser fincada a 80 metros de profundidade. O Farol Orange possui uma torre de 50 metros, feita de tubulões metálicos, e levou 11 meses de labor ininterrupto para ser construído.

 

Nele, há uma placa de bronze onde pode-se ler:

 

 

Este farol, denominado Orange, demarca geograficamente o limite norte da contribuição da Marinha do Brasil à segurança da navegação de nossa costa. Sua luz assinala nossa soberania e a vigilante presença brasileira nas mais remotas plagas amazônicas pertencentes ao Brasil.

 

 

 

                                                

Recife, 11 de maio de 2004.
(Texto atualizado em 25 de março de 2008).

 

 

 

           

FONTE CONSULTADA:

 

 

SIQUEIRA, Ricardo. Luzes do novo mundo: história dos faróis brasileiros . Fotos Ricardo Siqueira; texto Ney Dantas. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2002.

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: VAINSENCHER, Semira Adler. Farol Orange, AP. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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