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Barão de Lucena (Henrique Pereira de Lucena)

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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barao de lucenaHenrique Pereira de Lucena, o Barão de Lucena, nasceu no dia 27 de maio de 1835, em terras dos engenhos Fortaleza e Boa Esperança, na antiga comarca de Limoeiro, atual município de Bom Jardim.

Seu pai, o coronel Henrique Pereira de Lucena, foi um dos heróis daRevolução Praieira.

 

Estudou humanidades no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, de 1846 a1853, fazendo um curso brilhante e recebendo o diploma de bacharel em Letras.

 

Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1858, na Faculdade de Direito do Recife.

 

Começou sua carreira como delegado no Recife. Durante cinqüenta anos viveu e se projetou como homem público, exercendo funções administrativas e políticas importantes: presidente das províncias de Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul; ministro de Estado; desembargador; juiz do Supremo Tribunal Federal; deputado eleito por mais de uma legislatura, tendo a honra de ser presidente da Câmara dos Deputados que discutiu, votou e aprovou a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888.

 

Durante o seu governo em Pernambuco, no período de 5 de novembro de1872 a 10 de maio de 1875, realizou uma grande administração, que pode ser comparada com a do Conde da Boa Vista.

 

Entre as suas obras podem ser destacadas: a reforma do Farol de Olinda e do Campo das Princesas, atual Praça da República, onde se localiza o Palácio do Governo; a construção do Mercado de São José; a conclusão das obras doTeatro Santa Isabel, que havia sido destruído por um incêndio, em 1869; a construção e conservação de estradas no interior do estado; a construção de açudes, pontes; o calçamento e alargamento de ruas; o lançamento da pedra fundamental do Hospício da Tamarineira, ainda hoje em funcionamento.

 

Preocupado com os serviços de comunicação, implantou um sistema de telégrafo submarino entre o Recife e a Europa, o Rio de Janeiro, a Bahia e o Pará. 

 

Criou a Escola Normal para expandir o ensino para mulheres, estabelecimento educacional que viria a competir com o conceituado Ginásio Pernambucano.

 

Contratou vários engenheiros e geólogos europeus para realizar estudos detalhados de mineralogia e geologia no interior e na área do porto do Recife, visando o seu melhoramento.

 

Traçou uma política de incentivo e apoio para a modernização do parque açucareiro de Pernambuco.

 

Como juiz, criou a Comarca de Vila Bela, atual Serra Talhada, e se preocupou com a organização judiciária de Pernambuco.

 

Lucena enfrentou vários problemas políticos e fez muitos inimigos. Depois que deixou a administração de Pernambuco, foi presidente das províncias da Bahia e do Rio Grande do Sul.

 

Convidado pelo então presidente da República, Deodoro da Fonseca, participou do seu ministério até quando este entregou o poder ao vice-presidente Floriano Peixoto.

 

Lucena pensou em ocupar um cargo no Supremo Tribunal Federal, para o qual havia sido nomeado por Deodoro, porém Floriano Peixoto o aposentou, acabando praticamente com sua carreira política.

 

Recolheu-se à vida privada, mas durante algum tempo ainda exerceu grande influência na política pernambucana e nacional, caindo depois no ostracismo político.

Em 1910, apoiou Dantas Barreto contra Rosa e Silva, mas apesar da vitória do primeiro, Lucena já estava muito velho e doente, não tendo mais condições de atuar politicamente.

 

Morreu no dia 10 de dezembro de 1913, no Rio de Janeiro.

 

Recife, 24 de agosto de 2004.

(Atualizado em 21 de agosto de 2009).

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

GUERRA, Flávio. Lucena: um estadista de Pernambuco. Recife: Arquivo Público Estadual. Imprensa Oficial, 1958.

PERNAMBUCO imortal: personagens: Brasil 500 anos, as mudanças do século XX, n.11. Recife: Jornal do Commercio, 2002.

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Barão de Lucena (Henrique Pereira de Lucena).Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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