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Museu do Açúcar

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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         O Museu do Açúcar, idealizado por Gil de Methódio Maranhão, foi criado em 3 de agosto de 1960, pela Resolução 1745, do Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA.

 

         Tinha como objetivo pesquisar, reunir, organizar e divulgar os elementos sociais, artísticos e técnicos mais representativos da agroindústria açucareira no Brasil e em outros países produtores de açúcar, assim como promover estudos, pesquisas, cursos e concursos, para conhecimento e valorização da civilização do açúcar. 

 

         Sua primeira exposição foi realizada na sede do IAA, no Rio de Janeiro, sendo depois transferido para o Recife, onde foi instalado provisoriamente no dia 30 de janeiro de 1961.

 

         O Museu inaugurou sua sede própria, em outubro de 1963, com a abertura da exposição O Açúcar e o Homem. O edifício, projeto do arquiteto Carlos Falcão Correia Lima, localizado no bairro de Casa Forte possui dois pavimentos e abriga hoje o Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco.

 

         Na época do Museu do Açúcar, o pavimento térreo abrigava as exposições permanentes e temporárias e no superior funcionavam a Biblioteca, a Iconografia e a parte administrativa do órgão.

 

         Os jardins que circundavam o prédio tiveram a orientação do agrônomo Dárdano de Andrade Lima. Na parte interna, foram plantadas algumas variedades de cana-de-açúcar e colocado um monumento, idealizado por Aloísio Magalhães, composto por uma pedra-mó vertical, proveniente do Engenho Vila da Rainha, no Rio de Janeiro, e uma outra horizontal, originária do Engenho Camaragibe, em Pernambuco.  

 

         Seu acervo, adquirido através de doações e compras efetuadas no Brasil e no exterior, era constituído por modelos reduzidos de aparelhos utilizados na moagem da cana-de-açúcar; peças e utensílios da agroindústria açucareira; instrumentos de suplício de escravos; quadros; açucareiros antigos; colheres e serviços de prata brasonada, pertencentes aos titulares do Império; cerâmica popular e peças do folclore canavieiro; moedas particulares de usinas; selos com motivos açucareiros; medalhas diversas, inclusive da época do governo deMaurício de Nassau; uma coleção iconográfica com cerca de 12.000 fotografias, que retrata a história de famílias dos engenhos e usinas de açúcar da regiãoNordeste do Brasil, e rótulos de cachaça.

 

         O Museu também promovia cursos, conferências e concursos, além de editar vários livros e um periódico, a Revista do Museu do Açúcar, cujo primeiro número foi publicado, em 1968, contendo artigos de grandes pesquisadores como José Antônio Gonsalves de MelloAriano Suassuna, Fernando Pio, Jayme Griz, entre outros. A Revista chegou a publicar oito números, no período de 1968 a 1973.

 

         O Museu do Açúcar foi transferido, com todo o seu patrimônio, para o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (atual Fundação Joaquim Nabuco), através da Lei nº 6.456, de 26 de outubro de 1977.

 

         Seu acervo pode ser visto hoje no Museu do Homem do Nordeste.

 

 

Recife, 19 de agosto de 2004.

(Atualizado em 31 de agosto de 2009).

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

JUCÁ, Joselice. Joaquim Nabuco: uma instituição de pesquisa e cultura na perspectiva do futuro. Recife: Fundaj. Ed. Massangana, 1991.

 

MUSEU do Açúcar [catálogo]. Recife: O Museu, 1969. 48p. il.

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Museu do Açúcar. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009. 

 
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