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Martins Júnior

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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martins


José Izidoro de Martins Júnior nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 24 de novembro de 1860, filho de José Isidoro Martins e de Francisca Emilia de Oliveira Martins.

 

Obteve o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito do Recife, em 1883. Foi jornalista, advogado, jurista, político, professor e poeta.

Fez concurso para professor da Faculdade de Direito, mas não pôde ser nomeado porque, sendo republicano, recusava-se a prestar juramento de fidelidade à monarquia. Só conseguiu o seu intento depois de proclamada a República, quando se tornou professor, exercendo também a diretoria da tradicional casa de ensino.

Era considerado um republicano histórico. Defendeu o regime republicano numa época em que os políticos expressivos eram todos monarquistas que se filiavam a um dos dois grandes partidos: o Liberal e o Conservador. Daí as restrições que Martins Júnior sofreu durante muitos anos.

Participou do Centro Republicano e colaborou junto com Adelino Filho, Pardal Mallet e
Artur Orlando na Revista do Norte e na Folha do Norte, publicadas nos anos de 1883 e 1884. Foi também colaborador de vários outros jornais e revistas recifenses como A América Illustrada; A Província; Correio da Noite, o primeiro diário noturno da cidade, do qual foi redator e também colaborador, sob o pseudônimo de Junio; A Opinião; Jornal da Tarde; Revista das Artes; Jornal do Recife, entre outros.

Defendeu, através do Jornal do Recife, a candidatura de Joaquim Nabuco para deputado por Pernambuco, pregando a abolição imediata da escravidão.

Como abolicionista e republicano, José Izidoro de Martins Júnior fundou, em 1888, o diretório republicano, que se destinava a incrementar as idéias da abolição e da república, criando para esse fim o jornal O Norte.

Foi um dos fundadores e depois patrono da
Academia Pernambucana de Letras.

No início do século XX, transferiu-se para o Rio de Janeiro devido à pressões políticas, atuando como advogado e, por algum tempo, como Secretário do Governo do Estado, na presidência de Quintino Bocaiúva, seu companheiro de campanhas republicanas.

Foi eleito, em 1902, para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de número 13.

Escreveu, entre ouras obras:
Vigílias literárias (versos, 1879) e O escalpelo: estudo crítico de política, letras e costumes, ambos em colaboração com
Clóvis Beviláqua (1881); A poesia scientifica (1883); Retalhos, poesias (1884); Estilhaços, poesia (1885); Fragmentos juridico-philosophicos (1891); Tela polychroma (poesias, 1893); História do Direito nacional (1895); Compêndio da história geral do Direito (1898).

Martins Júnior faleceu no dia 22 de agosto de 1904, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi trasladado para o Recife, sendo enterrado no
Cemitério de Santo Amaro. Seu cortejo fúnebre foi acompanhado por um grande número de pessoas, como uma última homenagem ao grande pernambucano.

 

 

 

Recife,  29 de junho de 2004.
Atualizado em 31 de agosto de 2009.

Atualizado em 17 de novembro de 2017. 


 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

 

MEMORIAL lembra Martins Júnior. Diario de Pernambuco, Recife, 8 jun. 2004. Cad. Viver, p.3.

 

NASCIMENTO, Luiz do. Três mestres de Direito no “batente” do jornal.  Recife: Imprensa Oficial, 2002. p.49-62.

 

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

 

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Martins Júnior. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.  

 

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