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Ferrovia Transnordestina

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
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Em 1997, a malha ferroviária brasileira se encontrava em condições precárias e com carência de investimentos, sendo por isso iniciado, pelo Governo Federal, o seu processo de privatização

Em 1º de janeiro de 1998, foi criada a Companhia Ferroviária do Nordeste S/A (CFN), que, a partir de 2008, passou a se chamar  Transnordestina Logística S/A. É uma empresa privada do Grupo CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) que tem a missão de explorar e desenvolver o transporte de cargas na região – com  4.238 km de malha ferroviária que se estende do Maranhão até o município de Propriá, em Sergipe – passando a  administrar as ferrovias nordestinas adquiridas da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A), uma empresa estatal que até então era a gestora do sistema ferroviário no Brasil. A RFFSA possuía 12 Superintendências Regionais (SR), sendo a SR 1, responsável pelas ferrovias dos  estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a SR 11 pelas do Ceará e a SR 12, pelas do Piauí e Maranhão. 

Em 1999, baseada em um projeto do Ministério dos Transportes, a CFN planejou construir uma ferrovia, com a extensão de 523 km, denominada Transnordestina, a ser implantada em três etapas: 231km ligando as cidades de Petrolina e Salgueiro, em Pernambuco; 113 km até Missão Velha, e daí 179 km até Cratéus, ambos no estado do Ceará. Em 2002, foram iniciados estudos para a implantação de um novo traçado.
 
 
A Transnordestina foi projetada devido à importância do transporte ferroviário para o desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável da região. A ferrovia poderá permitir, ainda, a integração do sistema hidroviário do rio São Francisco, o sistema rodoviário do sertão e o sistema ferroviário já existente, contribuindo para tornar o transporte de cargas mais eficiente, dinamizando a atividade econômica nas áreas próximas, por meio do aumento da geração de emprego e renda.

O início da sua implantação ocorreu no ano de 2006, com o trecho de Missão Velha, no Piauí, a Salgueiro, no sertão pernambucano. Em 2007, houve a realização de estudos básicos e a contratação de projetos executivos para os demais trechos.

Com um custo estimado em R$ 5,42 milhões, um bilhão de reis a mais do que o previsto no orçamento inicial, a obra utilizará milhões de dormentes (viga de cimento que sustenta o trilho); mais de um milhão de metros cúbicos de concreto; noventa milhões de metros cúbicos de escavações; a contratação de milhares de trabalhadores; a mobilização de mais de 1.700 equipamentos de grande porte, além da construção de pontes, viadutos e sistemas de drenagem, tornando-se a maior obra do gênero em execução no Brasil.

Incluída entre as três maiores obras privadas do País – ao lado das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Roraima – a Transnordestina, após a sua conclusão (prevista para 2013), terá 1.728 km de extensão e ligará dois terminais portuários, o de Pecém, no Ceará,  e o de Suape, em Pernambuco, ao sertão do Piauí, fazendo o transporte de aproximadamente 25 milhões de toneladas/ano de grãos, minérios e gesso, além de uma série de outros produtos, com o objetivo de aumentar a competitividade da produção agrícola e mineral da região, além de buscar uma integração contínua e acelerada da estrutura produtiva do Nordeste com as demais regiões do País.
 
 
 
Recife, 23 de setembro de 2011.
Atualizado em 27 de abril de 2017.

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

 

COMPANHIA FERROVIÁRIA DO NORDESTE S/A. Apresentação Transnordestina. Disponível em: <goo.gl/RCwK3H>. Acesso em: 20 set. 2011.

FERROVIA Transnordestina. [Foto neste texto]. Disponível em: <goo.gl/5EA1ls>.Acesso em : 27 abr. 2017.

FERROVIA Transnordestina (com mapa). Disponível em: <http://www.sedupe.pe.gov.br/asp/projetos_ferrovia.asp>. Acesso em: 20 set. 2011.

FERROVIA Transnordestina em 2010. [Mapa neste texto]. Disponível em: <http://www.jangadeiroonline.com.br/tag/transnordestina/page/2/>. Acesso em: 11 set. 2011.

NÍTOLO, Miguel. Ainda fora dos trilhos. Problemas Brasileiros, São Paulo, n. 331, p. 4-11, jan./fev. 1999.

OBRA Transnordestina. Disponível em: <http://www.rigger.com.br/?p=193>. Acesso em: 22 set. 2011.

R$ 1 bi mais cara, Transnordestina, enfim, avança. Disponível em:  <goo.gl/uFqKsw>. Acesso em: 22 set. 2011.

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Ferrovia Transnordestina. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/undefined/pesquisaescolar>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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