Home
Advinhas: coletânea
Seleção e compilação, Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Foram recolhidas de diversas fontes, selecionadas e aqui reunidas, adivinhas tradicionais do folclore brasileiro conhecidas de norte a sul do País. Elas existem em prosa ou verso. Algumas são quebra-cabeças, outras apenas perguntas, porém todas são frutos do espírito criador, da sabedoria e da inteligência do povo.

Encontradas no mundo todo com algumas variações, são bastante úteis como um exercício mental. Dificilmente encontram-se advinhas que são formuladas para ter uma resposta ao pé da letra. Há muita ambiguidade na formulação dos enigmas, que é utilizada exatamente para confundir o interlocutor. Por isso, além de um passatempo para crianças e adultos, as adivinhas são instrutivas e um bom exercício para o raciocínio. 

Aproveitem e divirtam-se, quebrando a cabeça ou queimando as pestanas para encontrar as respostas, antes de descobri-las no final do texto.

Adivinhe, se puder:

1 – Tem escamas e não é peixe. Tem coroa e não é rei. 
2 – O que sempre está no meio da rua e sempre de pernas para o ar? 
3  – O que é que nasce verde, cresce vermelho e morre preto?  
4 – Eu tenho, ela tem, ninguém tem.
5 – O que é que nasce e morre todo dia?
6 – O que é que o homem traz na frente e o galo trás atrás?
7 – O que é que não se quebra na pedra, mas se quebra na água?
8 – Tenho dente e não sou boca, tenho barba e não sou velho.
9 – O que é que virado para baixo está cheio e virado para cima vazio? 
10 – Vive embaixo do céu, é senhora delicada, não toma sol nem chuva, mas vive sempre molhada.
11 – Qual o país que se tirarmos duas letras vira alimento?
12 –  O que é hoje, foi ontem e será amanhã?
13 – O que é que só trabalha se apanhar?
14 – Como se escreve feijão com farinha com apenas quatro letras?
15 – O que é feito para andar e não anda?
16 – Pula, mas não é bola, tem bolsa, mas não é mulher.
17 – Que país tem o nome de uma ave?
18 – Branco quando nasce, preto por natureza, vida para ele é morte, morte para ele é vida.
19 – Qual o animal que não trabalha e está sempre cansado?
20 – Tem pescoço e não tem cabeça; tem braços, mas não tem mãos, tem corpo, mas não tem pernas; tem peito, mas não tem coração.
21 – O que é, o que é: ele vira ela e ela vira ele? 
22 – Sem entrar água, sem entrar vento, tem um poço de água dentro.
23 – Quando a perna esquerda fica direita? 
24 – O que é, o que é: tem bico, mas não belisca?
25 – O que é, o que é: na terra tem dois, no mar tem um e no céu não tem nenhum? 
26 – O que é, o que é: o marido é rico, a mulher é pobre?
27 -  O que é que anda com os pés na cabeça?
28 – Qual o nome de uma fruta que é também capital de um país?
29 – Qual o nome do mamífero que serve para levantar peso?
30 – O que é que a mulher tem na frente e o homem tem atrás?
31 – Tem folhas, mas não tem galhos; tem capa, mas não sai à chuva; aberto é um saber, fechado de nada vale; tem forma de rapadura, mas rapadura não é; pode ser grande ou pequeno, do tamanho que quiser.
32 – O que é que quanto mais se perde, mais se tem?
33 – O que se vê tanto na luz quanto no escuro?
34 – O que é que vai até a porta da casa, mas não entra?
35 – O que é que tem pé, mas sem uma perna não anda?
36 – O que disse um dedo do pé aos outros?
37 – Sou fruta plantada em cova, saborosa e de valia, mas carrego um sentimento, porque só dou uma cria.
38 – Que dia da semana tem cheiro de chácara?
39 – Qual a cidade mais explosiva do mundo?
40 – Redonda como bacia e rasa como um prato, mas nem os mares do mundo podem enchê-la de fato.
41 – Quanto mais quente, mais fresco. 
42 – O que pode ser encontrado na cozinha, na orquestra e no automóvel?
43 – O que é, o que é: no feminino é inseto e no masculino é risco?
44 – Qual o nome de animal que sem a última sílaba é fruta?
45 – O que está parado no meio do gol?
46 – Tenho asas, mas não tenho penas, sou mamífero e sei voar, de dia descanso e durmo, de noite vou caçar.
47 – Qual é a mão que pesa mais?
48 – O que está sempre a nossa frente e nunca enxergamos?
49 – É feito para comer, mas ninguém nunca come.
50 – Qual é o bicho que não tem osso nem espinha?
51 – O que é que só vive com as pernas nas orelhas?
52 – Tenho rabo, mas não sou cão, não tenho asas e sei voar, se me largam, eu não subo, saio ao vento para brincar.
53 – A mãe é verde, a filha é encarnada, a mãe é mansa, a filha é danada. 
54 – O que é, o que é que se quebra ao falar?
55 – Que é feito para cozinhar, mas não cozinha nunca.
56 – O que é o que é que anda sempre embaixo do pé, mas nunca encostado no chão?
57 – O que é que tem na árvore, na casa e no futebol?
58 – O que é, o que é que se corta à vontade e fica sempre do mesmo tamanho?
59 – O que é que o gafanhoto trás na frente o a pulga trás atrás? 
60 – O que é, o que é que quanto maior menos se vê? 

RESPOSTAS:

1 – abacaxi
2 – a letra “u”
3 – café
4 – a letra “e”
5 – o sol
6 – os joelhos
7 – papel
8 – alho
9 – chapéu
10 – a língua
11 – o Japão 
12 – o dia
13 – prego
14 – tutu
15 – rua
16 – canguru
17 – Peru
18 – urubu
19 – bicho preguiça
20 – camisa
21 – o gelo e a água
22 – coco
23 – quando é vista no espelho
24 – chaleira
25 – a letra “r”
26 – o tesouro e a tesoura
27 – piolho
28 – Lima (Peru)
29 – macaco
30 – a letra “m”
31 – o livro
32 – o sono
33 – a letra “u”
34 – a calçada
35 – a bota
36 – tem um calcanhar nos seguindo
37 – bananeira
38 – quinta
39 – Granada (Espanha)
40 – peneira
41 – o pão
42 – bateria
43 – traça e traço
44 – jaca(ré)
45 – a letra “o”
46 – o morcego
47 – a mão-de-ferro
48 – o futuro
49 – o garfo
50 – a minhoca
51 – os óculos
52 – papagaio de papel (pipa)
53 – pimenta
54 – segredo
55 – fogão
56 – estribo
57 – copa
58 – baralho
59 – a sílaba “ga”
60 – distância

Recife, 17 de julho de 2012.

FONTES CONSULTADAS:

IRANI, Meire. Adivinhas. Anuário do Folclore, Olímpia, SP, ano 10, n. 13, [s. p.], ago. 1983.

OLIVEIRA, Anali de. Ginástica para a inteligência. Anuário do Folclore, Olímpia, SP, ano 22, n. 25, p. 85-87, ago. 1995.

OLIVEIRA, Rogério de. Adivinhe, se puder. Anuário do Folclore, Olímpia, SP, ano 15, n. 18, p. 66-69, ago. 1988.

OLIVEIRA, Rogério de. Quanto mais se vive, mais se aprende. Anuário do Folclore, Olímpia, SP, ano 18, n. 21, p. 85-86, ago. 1991.

SOUTO MAIOR, Mário (Org.). O grande livro das adivinhações. Belo Horizonte: Leitura, 2002. 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia (Org.). Advinhas: coletânea. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: . Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.
 

Busca "Palavra-chave"

Busca "A a Z"


Copyright © 2019 Fundação Joaquim Nabuco. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido pela Fundação Joaquim Nabuco