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Maria do Carmo Tavares de Miranda
Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
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A filósofa, pedagoga e teóloga Maria do Carmo Tavares de Miranda nasceu na cidade de Vitória de Santo Antão, Zona da Mata pernambucana, no dia 6 de agosto de 1926.

Com duas graduações, Letras Clássicas e Filosofia, ambas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possuía também os títulos de doutora em Filosofia pela Sorbonne, Paris (1956), e pela Universidade de Friburgo, em Brisgóvia, Alemanha, além de ser doutora e docente-livre em Filosofia da Educação pela UFPE. 

De formação erudita, fez outros cursos de pós-graduação no Instituto Católico e Escola Prática de Altos Estudos, em Paris, e também na Universidade de Friburgo. Era chamada por Gilberto Freyre de filósofa de Paris.

Conseguia traduzir textos em mais de oito idiomas, entre os quais o grego, o latim, o aramaico e o hebraico.

Durante o período em que estudou na Universidade de Friburgo, foi assistente do filósofo Martin Heidegger, que teve grande influência na sua obra. Escreveu, em 1977, o livro Sobre o caminho do campo de Martin Heidegger, onde homenageia o mestre, além de traduzir para o português sua obra Da experiência do pensar.

Exerceu diversos cargos na UFPE, entre os quais o de professora catedrática de Filosofia, tendo ingressado por concurso em 1961, coordenadora do mestrado em Filosofia (1979-1982), onde implantou a Biblioteca do Curso, e do Seminário de Pesquisa Filosófica, do qual foi a fundadora.

Tomou posse na Academia Pernambucana de Letras no dia 2 de junho de 1983, onde ocupou a cadeira nº 7, cujo patrono é Antônio Peregrino Maciel Monteiro.

Aposentada da UFPE, em 1986, quando recebeu o título de Professora Emérita daquela Universidade, passou a realizar pesquisas em diversas instituições e centros de Filosofia, assim como a atuar como professora visitante e conferencista em universidades do exterior.

Foi membro titular ou sócia das seguintes instituições: Sociedade Interamericana de Filosofia e da Associação Latino-Americana de Filósofos Católicos, das quais foi fundadora; Instituto Brasileiro de Filosofia; Sociedade Helênica de Estudos Filosóficos; Associação Guillaume Budé; Goerres Gesellschaft para o Desenvolvimento Científico; Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco; Instituto de Conhecimento Hebráico; Academia Brasileira de Filosofia (Rio de Janeiro); e Academia Internacional de Filosofia de Arte (Atenas), entre outras entidades nacionais e internacionais.  

De 1987 a 1990, dirigiu o Seminário de Tropicologia da Fundação Joaquim Nabuco, onde coordenou jornadas, encontros regionais e internacionais, simpósios nacionais e o Seminário Desenvolvimento Brasileiro e Trópico. Foi responsável pela publicação dos Anais do Seminário e organizou ainda, dentro das atividades do Seminário, o curso Fundamentos da Tropicologia, realizado de abril a junho de 1988.  

Colaborou com diversas revistas nacionais e estrangeiras, com artigos sobre filosofia, educação e religião. Entre suas obras podem ser destacadas:
 
Théorie da la verité chez Edouard le Roy ((1957)- Tese de doutorado;
Educação no Brasil: esboço de estudo histórico (1960 – 2.ed. 1975 e 3.ed. 1978;
Pedagogia do tempo e da história (1965);
Fé hoje? (1966).
Os franciscanos e a formação do Brasil (1969 – 2.ed. 1976);
Tradução, introdução e anotações ao Da experiência do pensar, de Martin Heidegger (1969);
Diálogo e meditação do viandante (1975);
O ser da matéria (1976);
Sobre o caminho do campo de Martin Heidegger (1977);
O homem e o tempo (discurso de posse na Academia Pernambucana de Letras, 1983); 
Conjugando memórias (1987);
Caminhos do filosofar (1991);
L’art, la science et la méthaphysique (1993);
Aventura humana (1996);
Papas: trajetória e testemunhos (2008).

Maria do Carmo Tavares de Miranda morreu no Recife, em 20 de dezembro de 2012.
 
 

Recife, 17 de junho de 2013.
 
 
 

FONTES CONSULTADAS:
 
 
 

DRAMATIS personae: Maria do Carmo Tavares de Miranda. In: SEMINÁRIO DE TROPICOLOGIA, 1988. Recife. Anais... Trópico e história social. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 2001. p. 22-23. 

FILOSOFIA de luto no Estado. Jornal do Commercio, Recife, 21 dez. 2012. Caderno C, p. 9.

MARIA do Carmo Tavares de Miranda. In: ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS. Centenário da Academia Pernambucana de Letras: os de ontem, os de hoje, os de sempre. Recife, 2002. v.1, p. 225-231. 

MIRANDA, Maria do Carmo Tavares de. Curriculum vitae. Recife, 1981.
 
 
 

COMO CITAR ESTE TEXTO:
 
 
 
 
Fonte: GASPAR, Lúcia. Maria do Carmo Tavares de Miranda. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br//>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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