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Forró

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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            A origem da palavra forró é controversa. Alguns estudiosos do tema acreditam que o nome veio de uma corruptela da expressão for all (para todos), usada pelos ingleses para convidar os operários que trabalhavam na construção de ferrovias no Nordeste brasileiro, na época da Great Western, a participarem das festas por eles oferecidas.

 

            Uma segunda versão, defendida por Luís da Câmara Cascudo, diz que a palavra vem da abreviatura do termo africano forrobodó, que significaria festa, bagunça.

 

As palavras forrobodó forrobodança foram bastante usadas pela imprensa do Recife, na segunda metade do século XIX. Segundo Pereira da Costa, no seu Vocabulário pernambucano, significa “divertimento, pagodeira, festança”.

 

            No início, o termo designava apenas a festa e o local onde se realizava, passando depois a significar também o gênero musical e a dança. No forró existe lugar para  todos os ritmos rurais do Nordeste e outras regiões como o baião, oxote, o xaxado, o côco, a quadrilha junina, o samba rural, amazurca, a rancheira.

 

Nasceu no Nordeste e foi levado para o Sul do país pelo cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga, no final da década de 1940. Explorando o linguajar regional e a arte do povo nordestino, tornou o Nordeste conhecido em todo o Brasil, chamando a atenção para seus problemas e despertando o interesse por suas tradições.

 

O forró passou a ser um gênero típico dos festejos do ciclo junino, mas é dançado em todas as épocas do ano.

 

Os instrumentos utilizados no forró tradicional, chamado “forró pé-de-serra”, são a sanfona, cujo teclado é percorrido inteiramente, o pandeiro e o triângulo.

 

            A dança é formada por casais, que dançam “colados”, fazendo também alguns movimentos separados, com grande molejo no corpo.

 

            Hoje, o forró é um ritmo conhecido e apreciado em todo o país, divulgado por artistas nordestinos de sucesso como Alceu Valença e Elba Ramalho, entre outros.

 

   Na década de 1990, o ritmo e a dança foram muito influenciados pela lambada, surgindo o que é conhecido como olambaforró.

 

            Durante os festejos juninos, as cidades de Caruaru, em Pernambuco e Campina Grande, na Paraíba, organizam mega forrós e “brigam” para ver quem faz o “melhor forró do Brasil” divulgando-se como “a capital do forró”.

 

Recife, 11 de maio de 2004.

(Atualizado em 28 de agosto de 2009).

 

 

FONTES CONSULTADAS: 

 

 

FERRETTI, Mundicarmo Maria R. Na batida do baião, no balanço do forró: a musica de Zédantas de Luiz Gonzaga no seu contexto de produção e sua atualização na década de 70. 1983. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Departamento de Estudos Sociais, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 1983.

FORRÓ. (Foto no Destaques do Mês). Disponível em: <http://brendaconteudo.pbworks.com/w/page/25441489/O-que-%C3%A9-o-forr%C3%B3>. Acesso em: 8 jun. 2011.

 

LIMA, Claudia Maria de Assis Rocha. Festejos juninos.In: HISTÓRIA junina. Recife: Prefeitura. Secretaria de Turismo, 1997.  p.18.23.

 

SILVA, Leonardo Dantas. No tempo do forrobodó. Diário de Pernambuco, Recife 1º jul. 1994. Opinião, p.2.

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Forró. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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