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Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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Foi fundado no dia 28 de janeiro de 1862, constituindo-se no primeiro instituto histórico regional do Brasil.

Seu primeiro presidente eleito foi o Monsenhor Francisco Muniz Tavares.

Comenta-se que o Instituto teve suas origens a partir de críticas feitas pelo Imperador Pedro II, quando da sua visita ao Recife, em 1859, sobre o descaso e à indiferença dos intelectuais pernambucanos quanto ao passado histórico do Estado.

No início, funcionou em dependências do convento do Carmo, depois na Biblioteca Pública Provincial do mosteiro de São Francisco e posteriormente num prédio na praça da Concórdia, hoje, praça Joaquim Nabuco.

De 1912 a 1919, instalou-se no Ginásio Pernambucano, de onde mudou-se, definitivamente, para o prédio n. 130, da rua do Hospício, um casarão patriarcal de dois andares, porta larga de entrada, três janelas e varanda, próximo ao Teatro do Parque.

Sob a guarda do seu Museu, aberto ao público, estão documentos e relíquias que são fontes valiosas para a história de Pernambuco, como uma coluna em pedra com o brasão e a coroa portugueses datando de 1535, que serviu de marco divisório entre as capitanias de Pernambuco e Itamaracá; o brasão de armas de Duarte Coelho; os bustos de Frei Caneca, Oliveira LimaAlfredo de Carvalho e Mário Melo, o primeiro prelo do jornal Diario de Pernambuco; um canhão holandês de bronze; pilares norte e sul do demolido arco de Santo Antônio; retratos a óleo e quadros de personalidades como Maurício de Nassau, Dom Pedro II, o bispo Azeredo Coutinho, João Alfredo, o Conde da Boa Vista; dois painéis sobre a primeira e a segunda batalha dos Guararapes; estampas preciosas do Recife antigo; uma coleção numismática; mobiliário pernambucano do século XIX; objetos e manuscritos raros.

Todo o seu acervo é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Possui também uma biblioteca com um acervo importante e obras raras para a história pernambucana.

Publica, desde outubro de 1863, a Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, um dos mais importantes e raros periódicos históricos do País.

Teve como sócios, entre muitos outros, historiadores e intelectuais como José Higino, Pereira da Costa, Alfredo de Carvalho e José Antônio Gonsalves de Mello, que foi seu presidente de 1965 a 2000.

 

Recife, 17 de julho de 2003.

(Texto atualizado em 31 de janeiro de 2008). 

FONTES CONSULTADAS:

 

BARBOSA, Antonio. Relíquias de Pernambuco: guia aos monumentos históricos de Olinda e Recife. São Paulo: Ed. Fundo Educativo Brasileiro, 1983. p. 85.

 

FRANCA, Rubem. Monumentos do Recife: estátuas e bustos, igrejas e prédios, lápides, placas e inscrições históricas do Recife. Recife: Secretaria de Educação e Cultura, 1977. 382 p.

 

REVISTA DO INSTITUTO ARQUEOLÓGICO, HISTÓRICO E GEOGRÁFICO PERNAMBUCANO, Recife, v. 41, p. XXIII-XXV, 1946-1947.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 
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