Home
Visconde do Rio Branco [José Maria da Silva Paranhos]

Virginia Barbosa
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 

 

 

José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, foi o estadista de atuação mais destacada da Monarquia brasileira. Nasceu na Ladeira da Praia, nº 8, mais tarde Freguesia da Sé, em Salvador, Bahia, a 16 de março de 1819. Era filho de um rico comerciante português, Agostinho da Silva Paranhos, e de D. Josefa Emerenciana Barreiros.

 

A sua formação de homem público teve como base a politização de seus ascendentes paternos e os acontecimentos políticos que assistira quando de sua infância. Inclusive, esses embates influíram na vida econômico-familiar do Visconde: seus pais eram comerciantes e armadores portugueses e viram desmoronar suas economias depois da separação de Portugal, o que afetou substancialmente a sua educação. Assim, nascido em “berço de ouro” passou a viver numa classe intermediária, semi-aristocrática e semiburguesa em seus aspectos morais.

 

Iniciou seus estudos primários em 1825 e os concluiu em 1831. De 1832 a1835, cursou aritmética, álgebra e geometria e estudou francês, inglês, história, geografia, filosofia e retórica. Em 1836, já órfão, inicia sua vida na Corte, inscrevendo-se na Academia de Marinha e conclui o curso em 1841. Em 1849 inscreve-se na Academia Militar. Embora a política, a administração e a diplomacia terem sempre ocupado sua vida pública, nunca deixou a carreira de professor (da Escola Militar, Escola da Marinha, Escola de Engenharia – hoje chamada de Politécnica) até se aposentar em 1877.

 

Do nascimento até a idade adulta, o Visconde viveu num Brasil de grandes agitações sociais e políticas que marcaram a história do País: chegada da corte portuguesa ao Brasil, Independência do Brasil, Regência, Maioridade e subida ao poder de Pedro II, crise econômica que se seguiu à saída de D. João VI, o nascimento do liberalismo entre outros. E nesse fervilhar de acontecimentos, o Visconde, que já assumira a corrente liberal, amadurece suas idéias partidárias e assume outra posição política, o que provoca ataques de seus inimigos políticos.

Chefiou muitos gabinetes ministeriais, foi Deputado, Senador (1863), Ministro e Secretário de Estado dos Estrangeiros (1855, 1958 e 1868), da Marinha (1853 e 1856), da Guerra (1858 e 1871), da Fazenda (1861, 1871 e 1875), das Relações Exteriores. Presidente da Província do Rio de Janeiro (1858). Dignitário da Ordem de Cristo e Comendador da Ordem da Rosa. Exerceu as funções de secretário na missão especial no Rio da Prata, sob as ordens do Marquês de Paraná (1851) sendo enviado especial em missões nas repúblicas da Argentina, do Uruguai e Paraguai. Presidente do Conselho de Ministros, de 1871 a 1875, período do Segundo Reinado, em que lhe coube sancionar, em 28 de setembro de 1871, a Lei do Ventre Livre e enfrentou, nos anos de 1873-1874, aquestão religiosa entre a Igreja Católica e a Maçonaria. Presidiu, na condição de Grão-Mestre, a loja maçônica o Grande Oriente do Brasil. Organizou o Governo Provisório do Paraguai, após a conclusão da guerra, em 1869/1870. É o patrono da Cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Letras.

Foi sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1847) e presidiu várias sociedades e academias, entre elas a Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.

Colaborou com artigos nos jornais O Novo TempoJornal do Commercio,O Maribondo Correio Mercantil, e neste último foi também redator.

Não produziu obra literária, mas o que deixou escrito –  discursos, relatórios, artigos em jornais – são de significativo valor documental para a história do País.

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 1º de novembro de 1880, aos 60 anos, vítima de um câncer bucal agravado por uma meningite cerebral.

 

Recife, 24 de março de 2006.
Atualizado em 16 de setembro de 2009.

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 


BARATA, Carlos Eduardo de Almeida; BUENO, Antonio Henrique da Cunha. Dicionário das famílias brasileiras. São Paulo: Ibero Americana, [1999]. V. 2. p. 2079: Silva Paranhos.


BESOUCHET, Lídia. José Maria Paranhos: Visconde do Rio Branco. Ensaio histórico-biográfico. Trad. Vera Mourão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; [Brasília]: INL, 1985.


 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

Fonte: BARBOSA, Virgínia. Visconde do Rio Branco [José Maria da Silva Paranhos]. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

 

 

Busca "Palavra-chave"

Busca "A a Z"


Copyright © 2018 Fundação Joaquim Nabuco. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido pela Fundação Joaquim Nabuco