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Valdemar de Oliveira

 

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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valdemarNasceu no dia 2 de março de 1900, na Rua da Imperatriz, n. 46, na cidade do Recife, filho de Bianor de Oliveira e de D. Maria da Penha.

Estudou no Colégio Pritaneu, transferindo-se depois para o Pedro Augusto e o Salesiano. Em 1917 entrou na Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou, em setembro de 1922. No ano seguinte doutorou-se, defendendo com brilhantismo a tese Musicoterapia.

 

Quando trabalhava como médico no Departamento Estadual de Imigração, no Recife, no final da década de 20, conheceu Esmeraldina da Rosa Borges (Diná), com quem se casou em 1929 e teve dois filhos: Reinaldo e Fernando.

Além de médico, dava aulas, fazia teatro e tocava piano em recitais. Foi chamado por isso, O homem dos sete instrumentos.

 

Na década de 30 resolveu abandonar a clínica e os hospitais e dedicar-se definitivamente ao magistério. Ensinou na maioria dos grandes colégios do Recife, entre os quais, o Ginásio do Recife, Colégio Oswaldo Cruz, Liceu Pernambucano, Vera Cruz, Regina Pacis, Escola Normal, Ginásio Pernambucano e nas Faculdades de Filosofia Federal e de Filosofia do Recife.

 

Em 1936, ingressou na Academia Pernambucana de Letras, sendo seu presidente entre 1949 e 1961.

 

Durante os anos de 1939 a 1950 foi diretor do Teatro Santa Isabel, no Recife.

 

O jornalismo também era uma de suas cátedras. Colaborou em vários jornais como o Jornal do Recife e o Jornal do Commercio. Neste último, durante 40 anos, dirigiu várias colunas.

 

Em 1970, aposentou-se do jornalismo, sem o abandonar no entanto. Escrevia esporadicamente seus artigos nos jornais.

 

O teatro e a música foram também duas grandes paixões. É autor de várias peças de teatro: Os três maridos dela, Eva na política, Tão fácil a felicidade, Mocambo, O mistério do cofre.

 

Foi membro da Academia de Medicina, do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano e do Conselho Estadual de Cultura.

 

Escreveu ainda dois livros de memórias, Mundo submerso (1966) e Quando eu era professor (1973) e é autor de outras obras como Frevo, capoeira e passo; Eça, Machado, Castro Alves, Nabuco... e o teatro; Castro Alves e o Recife; No tempo de Amaury, Oswaldo Cruz: paixão, glória e morte; Pernambuco e a Independência.

 

Morreu no dia 18 de abril de 1977, no Hospital Geral de Urgência do Recife, em conseqüência de complicações renais agravadas após uma queda nos jardins de sua casa, ocorrida no dia 10 de fevereiro, na qual havia fraturado o ilíaco.

 

Um mês antes de morrer, recebeu o primeiro prêmio de um concurso de monografias promovido pelo Serviço Nacional de Teatro, com o ensaio O Capoeira: um teatro do passado.

 

Recife, 3 de julho de 2003.

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

RIVAS, Lêda. Valdemar de Oliveira: o homem e o sonho: uma reportagem sentimental. Recife: AIP, 1983.

 

SILVA, Jorge Fernandes da. Vidas que não morrem. Recife: Secretaria de Educação. Departamento de Cultura, 1982. p.451-454.

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Valdemar de Oliveira. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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