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Teatro Apolo, Recife

 

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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Nos meados do século XIX, surgiram no Recife várias sociedades formadas por atores amadores, que programavam representações e tentavam construir boas casas de espetáculo, buscando acompanhar a expansão e as transformações da cidade, além do interesse da sociedade pernambucana pela arte de representar.

 

Uma das mais importantes foi a Sociedade Hamônica Teatral, depois denominada de Philo-Thalia, fundada no dia 23 de junho de 1833, por destacadas figuras da vida política e social de Pernambuco. Sua meta principal era a construção, no bairro do Recife, do Teatro Apolo. 

 

Construído entre os anos de 1835 e 1840, o teatro só foi inaugurado no dia 19 de dezembro de 1846, com a encenação da peça O Mouro de Ormuz e os elogios da imprensa local sobre a arquitetura do prédio.

 

Situado na Rua do Apolo, ex-Visconde de Itaparica, n. 121, o edifício, cuja construção esteve suspensa por algum tempo, foi edificado a partir de desenhos criados pelo arquiteto e pintor carioca Joaquim Lopes de Barros Cabral e Teive, formado pela Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro.

 

Em estilo neoclássico, típico do século XIX, possui uma fachada de mármore de Lisboa com um brasão da Sociedade Harmônica Teatral esculpido em pedra de lioz.

 

Dispunha de 216 lugares e possuía uma bela decoração interior. Infelizmente, não teve vida longa como casa de espetáculos. Em 1850, o governo provincial inaugurou o Teatro Santa Isabel, mais amplo e sofisticado que passou a ser o preferido dos recifenses. Aos poucos, o Teatro Apolo entrou em decadência e terminou por fechar suas portas em 1863.

 

Em 1864, foram a leilão seus últimos objetos: “cinco sofás amarelos, oito consolos de pedra mármore, dois de jacarandá, trinta cadeiras de jacarandá, quatro estofadas, 184 mochos de palhinha, 24 sem encosto, oito estantes de música, quatro grandes estrados, oito cadeiras de couro, três lustres, 19 arandelas com mangas”.

 

Durante mais de um século, o prédio foi mutilado e utilizado inadequadamente como armazém e depósito, até ser restaurado como casa de espetáculos e reinaugurado no dia 12 de maio de 1982.

  

A reforma foi executada pela Prefeitura da Cidade do Recife, através da Empresa de Urbanização do Recife (URB) e pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, através da Fundação Pró-Memória.

  

Reconstruído interiormente, foram mantidas as linhas externas e sua fachada foi preservada. Possui acomodação para 396 espectadores,  sistema de ar condicionado, som e luz frontal, camarins, platéia em dois planos e palco móvel.

  

Assim como o Teatro do Parque e o Santa Isabel, a direção do Apolo atualmente está a cargo da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

 

Recife, 21 de outubro de 2004.

(Atualizado em 8 de setembro de 2009).

 

FONTES CONSULTADAS:

FIGUEIRÔA, Alexandre. O teatro em Pernambuco. [Recife]: Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, [s.d.] 109p.

MONUMENTOS testemunham parte da história. Cadernos Urbanos Recife, Recife, n.8, jun. 1992.

SOUSA, Alberto. O classicismo arquitetônico no Recife imperial. João Pessoa: UFPb.Editora Universitária; Salvador: Fundação João Fernandes da Cunha, 2000. p.41-43.

O VELHO Apolo volta à cena. Confidencial Econômico Nordeste, Recife, v.13, n. 5, p.35, maio 1982.

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia. Teatro Apolo, RecifePesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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