Home
Rua da Imperatriz Tereza Cristina / Recife - PE

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 

 

         Originária de um aterro, conhecido até a metade do século XIX comoAterro da Boa Vista, executado em função de uma nova ponte que seria construída em 1740, a Rua da Imperatriz Tereza Cristina começa ao pé da Ponte da Boa Vista e termina na Praça Maciel Pinheiro.

 

         No Aterro da Boa Vista, estabeleceram-se comerciantes em edificações onde os pavimentos superiores eram reservados para as famílias.

 

         Em frente à Rua do Hospício e ao lado da Praça Maciel Pinheiro, a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Boa Vista ergueu uma igreja, a Matriz da Boa Vista, que apresenta uma magnífica fachada em mármore.

 

         Em 19 de agosto de 1849, no sobrado de nº 147, na esquina da Rua Bulhões Marques, nasceu o líder do movimento abolicionista, Joaquim Nabuco. 

 

         Durante a visita do Imperador Pedro II a Pernambuco, em novembro de1859, a rua ganhou maior importância. Em homenagem a Imperatriz, que acompanhava o marido, a via foi batizada como Rua da Imperatriz Tereza Cristina.

 

         Nos tempos áureos do cinema mudo, houve a inauguração do Cinema Helvética, em março de 1910. A novidade atraiu a população, tornando-se um grande sucesso na cidade. Posteriormente, se transformaria em Teatro e Café Conserto, recebendo várias companhias de comédia e teatro ligeiro que fizeram época. O prédio de nº 67, inaugurado em setembro desse mesmo ano, com fachada em estilo coríntio, sacadas, adornos e relevos preciosos, e sede do Sindicato dos Comerciários, ostentava no seu alto, uma estátua de Hermes-Mercúrio, a divindade clássica do Comércio.

 

         O comércio foi se modificando, tendo surgido modernas e importantes lojas. No início, passavam pelo local os bondes de burro. Depois, em 1914, os elétricos da Pernambuco Tramways. Surgiram os primeiros letreiros luminosos e foram instalados gramofones que chamavam a atenção dos curiosos.

 

         Passagem obrigatória dos cordões carnavalescos e do corso, acumulavam-se na rua montes de confetes e serpentinas que, muitas vezes, atrapalhavam o trânsito de automóveis.

        

         Curiosamente, a rua da Imperatriz Tereza Cristina mudou de nome três vezes. Em 1895, foi denominada Dr. Rosa e Silva. Passou para Floriano Peixoto. Finalmente, por meio da Lei nº 1.336, de 13 de março de 1923, voltou ao nome tradicional. De maneira espontânea, a população reduziu a sua denominação para Rua da Imperatriz, como é conhecida até hoje.                                            

 

Recife, 24 de fevereiro de 2010.

  

FONTES CONSULTADAS:

 

CAVALCANTI, Carlos Bezerra. O Recife e suas ruas: se essas ruas fossem minhas... Recife: Edições Edificantes, 2002. 140 p. il. p. 59.

 

FRAGOSO, Danillo. Velhas ruas do Recife. Recife: UFPE, Imprensa Universitária, 1971. p. 60.

 

FRANCA, Rubens. Monumentos do Recife. Recife: Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco, 1977. p. 148.

 

SILVA, Leonardo Dantas. Arruando pelo Recife: por ruas, pontes, praias e sítios históricos. Recife: SEBRAE/PE, 2000. 178 p. il. p. 101-102.

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

GASPAR, Lúcia. Rua da Imperatriz Terza Cristina. Pesquisa Escolar online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia mês ano. (Ex.: 6 ago. 2009).

 
Copyright © 2018 Fundação Joaquim Nabuco. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido pela Fundação Joaquim Nabuco