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Hermilo Borba Filho

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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Escritor, romancista e dramaturgo, Hermilo Borba Carvalho Filho nasceu no dia 8 de julho de 1917, no Engenho Verde, município de Palmares, zona da Mata-Sul de Pernambuco, filho de Hermilo Borba Carvalho e Irinéa Portela de Carvalho.

Desde cedo, foi atraído pela literatura e pelo teatro. Começou como ponto (auxiliar de cena que, fora da vista do público, vai recordando aos atores suas falas), na Sociedade de Cultura de Palmares, sendo depois promovido a ator.

Mudou-se para o Recife, cursou medicina e química industrial, mas não terminou nenhum dos dois cursos. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1950, porém nunca exerceu a advocacia.

 

Seu interesse sempre foi o teatro e a literatura. Participou de importantes iniciativas culturais de Pernambuco, como a criação do Teatro Operário do Recife, em 1943; do Teatro do Estudante de Pernambuco, em parceria com Ariano Suassuna e outros artistas e intelectuais, em 1946; do Cine Clube do Recife, em 1950; do Teatro Popular do Nordeste (TPN), do Teatro de Arena do Recife e do Movimento de Cultura Popular de Pernambuco (MCP), em 1960.

 

Exerceu vários cargos, entre os quais, o de professor da Universidade Federal de Pernambuco; diretor do Departamento de Documentação e Cultura e secretário geral da Prefeitura do Recife; pesquisador e diretor do Museu de Arte Popular, do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (atual Fundação Joaquim Nabuco).


Traduziu e coordenou a edição de diversos livros de literatura, arte e história e foi colaborador de revistas como: Renovação (1941); Contraponto(1946); Boletim da Cidade e do Porto do Recife (1957); Revista da Academia Pernambucana de Letras (1964); Estudos Universitários (UFPE, 1970), publicadas no Recife; Visão, Realidade, Manchete, Playboy (São Paulo); Brasil Açucareiro, Revista Civilização Brasileira (Rio de Janeiro) e Colóquio Letras,publicada em Lisboa, Portugal.

Escreveu também para os jornais recifenses Praieiro, Folha da Manhã, Jornal Pequeno, Diário da Noite, Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio, Jornal da Cidade e para o Última Hora e Correio Paulista, publicados em São Paulo, além de fazer parte do conselho editorial do jornal semanal paulista Movimento(1975), juntamente com o compositor Chico Buarque de Holanda, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso e o indigenista Orlando Vilas Boas.

Recebeu diversos prêmios como teatrólogo e escritor: Revelação de Diretor, da Associação Paulista de Críticos Teatrais (1957); Melhor Diretor Nacional de Comédia, da Prefeitura do Rio de Janeiro (1957); Melhor Diretor de Teatro, da Associação dos Críticos Teatrais de Pernambuco (1958 a 1961 e 1968); Silvino Lopes de Teatro, da Associação Brasileira de Escritores, Secção de Pernambuco (1962): Romance Othon Bezerra de Melo, da Academia Pernambucana de Letras (1964); Chevalier de l`Ordre des Artes et des Letters, outorgado pelo Governo Francês (1969).

Hermilo Borba Filho é autor de uma grande quantidade de peças de teatro, romances, contos e novelas.

A tetralogia Um cavaleiro da segunda decadência é considerada sua obra de maior importância. É composta por quatro romances: Margem das Lembranças (1966); A porteira do mundo (1967); O cavalo da noite (1968) e Deus no pasto (1972). Além desses é autor dos seguintes romances: Caminhos da solidão (1957); História de um Tatuetê, publicado pelo Gráfico Amador (1958); Sol das almas (1964); Agá (1974). É autor ainda dos contos O general está pintando (1973); Sete dias a cavalo (1975); As meninas do sobrado(1976) e da novela Os ambulantes de Deus (edição póstuma 1976).

Por utilizar palavrões nos seus romances, ganhou o rótulo de escritor maldito.

A felicidade foi sua primeira peça de teatro, encenada e dirigida por ele para a Sociedade de Cultura de Palmares, em 1935. O conto As pernas daquela moça reproduzido na revista Renovação, em 1941, foi seu primeiro texto publicado.

Escreveu ainda as seguintes peças de teatro: Parentes de ocasião (1943);O presidente da República (1943); Soldados da retaguarda, em parceria com Valdemar de Oliveira (1944); O círculo encantado, tragédia (1944); Vidas cruzadas (1944); O vento do mundo (1948); João Sem Terra (1949); Cabra cabriola, para o teatro de mamulengo (1951); Noé, tragédia (1951); Os bailarinos (1951); Três cavalheiros a rigor (1953); A barca de ouro (1955);Apenas uma cadeira vazia ou Um paroquiano inevitável (1956); Electra no circo(1956); Nossa vida com mamãe (1957); O bom samaritano (1965); O cabo fanfarrão (1966); A donzela Joana (1966); As moscas (1969); Sobrados e mocambos (1972). 

Hermilo Borba Filho morreu no Recife, no dia 2 de junho de 1976.


Recife, 26 de março de 2007.
Atualizado em 28 de agosto de 2009.




FONTES CONSULTADAS:




ALVES, Leda. Atos e cenas de Hermilo. Suplemento Cultural D.O. PE, Recife, ano 9, p.11-14, jul. 1996.

HERMILO Borba Filho 90 anos: galeria. Disponível em: <http://www.soniavandijck.com/hermilo_galeria.htm> Acesso em: 19 mar. 2007.

HERMILO Borba Filho [Foto neste texto]. Disponível em: <.Acesso">www.soniavandijck.com/hermilo_bfilho.gif>.Acesso em: 21 jun. 2007.

O HOMEM de teatro Hermilo Borba Filho: entrevista a Carlos Reis, Celso Marconi e Marcos Siqueira. Suplemento Cultural D.O. PE, Recife, ano 9, p.3-5, jul. 1996.

PRESENÇA viva de Hermilo Borba Filho. Suplemento Cultural D.O. PE, Recife, ano 9, jul. 1996.






COMO CITAR ESTE TEXTO:




Fonte
: GASPAR, Lúcia. Hermilo Borba Filho. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

 

 


 
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