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Abreu e Lima (general)

Maria do Carmo Andrade

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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José Inácio de Abreu e Lima, militar, político e historiador, participou sob as ordens de Simon Bolívar das guerras de independência da Venezuela e da Colômbia e tomou parte ativa na vida política do Brasil. Era livre-pensador, republicano e defensor das idéias socialistas.


Abreu e Lima nasceu no Recife, Pernambuco, em 6 de abril de 1794, filho do também revolucionário José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, o conhecido Padre Roma, líder da Revolução Pernambucana de 1817, que foi preso e condenado à morte.


Cursou a Academia Real Militar do Rio de Janeiro e, em 1816, já capitão de Artilharia, foi preso no Recife como insubordinado e responsável por desordem e enviado para a Bahia a fim de cumprir pena. Na prisão, em 29 de março do ano seguinte, presenciou a morte de seu pai, um dos mais ativos conspiradores da Revolução de 1817, o que levou Abreu e Lima a defender com mais ardor as idéias liberais.

 

Após fugir para os Estados Unidos, com a ajuda da Marçonaria, Abreu e Lima alistou-se nas tropas de Simon Bolívar e participou das lutas pela independência da Venezuela e da Colômbia, onde foi promovido a general e chegou a chefe do estado-maior do exército libertador. Seu nome está inscrito no monumento em homenagem aos que lutaram pela independência venezuelana.


Antes de voltar ao Brasil, Abreu e Lima passou pela Europa e, em Paris, conheceu D. Pedro I que abdicara ao trono. Chegou ao Brasil em 1832, em plena Regência, ficando no Rio de Janeiro até 1840.


Foi reintegrado ao Exército, que lhe reconheceu o posto de general. A partir daí produziu sua obra de historiador e publicista. Filiou-se ao Partido Restaurador e defendeu pela imprensa a volta de D. Pedro I.


Em 1843, publicou o Compêndio de história do Brasil e, em 1844aSinopse ou dedução cronológica dos fatos mais notáveis da história do Brasil.Nesse mesmo ano, retorna ao Recife e trabalha como colaborador dos jornaisDiário Novo A Barca de São Pedro, favoráveis aos praieiros. No ano seguinte, candidatou-se a deputado mas não conseguiu se eleger.


Embora Abreu e Lima fosse favorável à volta de D. Pedro I apóia também o movimento dos praieiros liderado por Nunes Machado e Pedro Ivo, contribuindo através de artigos nos jornais defendendo as idéias da Revolução praieira.

Foi acusado de ser chefe da Revolução, sendo então preso e condenado à prisão perpétua, que deveria ser cumprida em 
Fernando de Noronha.

Depois de alguns meses na ilha foi solto, graças ao trabalho do seu advogado Thomaz Nabuco de Araújo, o pai de 
Joaquim Nabuco.


Abreu e Lima continuou sua vida de escritor e no livro O socialismo, publicado em 1855, se dedica a defender suas idéias.

Sua última polêmica foi travada com monsenhor Joaquim Pinto Campos em torno das bíblias falsificadas, fato que foi tema das suas obras 
As Bíblias falsificadas O Deus dos cristãos, ambas de 1867.

Abreu e Lima morreu no Recife no dia 8 de março de 1869. Em decorrência da polêmica travada com monsenhor Joaquim Pinto Campos, foi proibido o seu sepultamento no 
Cemitério de Santo Amaro, por influência do bispo D. Francisco Cardoso Ayres, sendo então enterrado no Cemitério dos Ingleses, no bairro de Santo Amaro.

 

Recife, 1 de fevereiro de 2006.
Atualizado em 9 de setembro de 2009.

 
 

FONTES CONSULTADAS: 

 


ANDRADE, Manoel Correia de. Pernambuco imortal: evolução histórica e social de Pernambuco. Recife: CEPE, 1997.

______. A trajetória do general das massas. Diario de Pernambuco, Recife, 16 dez. 2005.

GRANDE Enciclopédia Barsa. 3.ed. São Paulo: Barsa Planeta, 2005.

 
  

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

Fonte: ANDRADE, Maria do Carmo. Abreu e Lima. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009. 
 
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