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Alceu Valença

Maria do Carmo Andrade
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
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Alceu Paiva Valença, filho do advogado Décio de Souza Valença e Dona Adelma Paiva Valença, nasceu no dia 1º de julho de 1946, em São Bento do Una, cidade do Agreste Meridional de Pernambuco.

Com apenas quatro anos de idade, Alceu participou de um concurso de interpretação infantil, promovido por Luiz Jacinto, então carteiro de São Bento do Una, que mais tarde se tornaria o conhecido comediante de televisão, Coronel Ludugero.

O gosto de Alceu pelas artes foi aumentando e já aos nove anos demonstrava maior interesse pela música do que pelos estudos.

Em meados da década de 1950, Alceu transfere-se com toda família para morar no Recife, quando começou a freqüentar, levado pela cantora lírica Maria Paraiso, o programa de variedades de Fernando Castelão na Rádio Tamandaré.

Em 1968, estreou como músico no Recife, no show Erosão: a cor e o som. Na chamada “Época dos Festivais”, Alceu participou de vários eventos. No IV Festival Internacional da Canção, em 1969, no Rio de Janeiro, conseguiu classificar as músicas, Acalanto para Isabela e Desafio Linda.

Em 1970, foi classificado em segundo lugar no III Festival Universitário da Música Popular Brasileira, com a música Manhã de Clorofila. Irreverente, devolveu o troféu ao júri. Esse foi também o ano em que se formou em direito na Faculdade de Direito do Recife, carreira que nunca seguiu. Neste mesmo ano, participou do Balaio do V Festival Internacional da  Canção, no Rio de Janeiro, com as músicas Fiat Lux Baby, Erosão e Desafio Linda.

Em 1971, concorreu ao IV Festival Universitário da Música Brasileira, no Teatro João Caetano, Rio de Janeiro, com as músicas, Água Clara, 78 Rotaçõese Planetário que fariam parte do primeiro LP (long-play, disco em vinil), em dupla com Geraldo Azevedo, pela Gravadora Continental.

Em 1972, voltou ao Recife e foi convidado por Sérgio Ricardo para o papel principal do filme A Noite do Espantalho, rodado em Nova Jerusalém, Fazenda Nova, Pernambuco. Além de ator, participou também como cantor da trilha sonora do filme, que foi posteriormente lançada em LP pela Gravadora Continental.

Em 1974, apresenta seu show O ovo e a galinha dirigido por Rodolfo Aureliano e Mário Teodósio, no Nosso Teatro, hoje Teatro Valdemar de Oliveira, no Recife. Acompanhado do Grupo Os Diamantes, Alceu levou o show a várias cidades do Nordeste, com a sua mensagem: “o velho é o novo, novo é o velho”.

Esse show foi assistido pelo então gerente de programação da Rede Globo Nordeste, fato que facilitou a apresentação de Alceu no festival de abertura da TV Globo do Rio de Janeiro com a música Vou danado pra Catende. Com isso Alceu Valença passou a ser conhecido em todo o Brasil, projetando-se definitivamente no cenário da Música Popular Brasileira.

Artista respeitado, Alceu continua com toda força, a cantar e fazer sucesso. Entre as suas inúmeras músicas destacam-se: Tropicana, em parceria com Vicente Barreto; Como dois animais; Cinco Sentidos; Coração Bobo; Estação da Luz; Olinda; Espelho Cristalino; Pelas Ruas que Andei; Amor que ficae muitas outras.

 

Recife, 17 de abril de 2007.
Atualizado em 9 de setembro de 2009.
Atualizado em 10 de outubro de 2016.

 


FONTES CONSULTADAS
:




ALCEU Valença [Foto nesse texto]. Disponível em: <https://catracalivre.com.br/sp/bom-bonito-barato/barato/voz-violao-e-sanfona-alceu-valenca-faz-show-no-sesc-pompeia/>. Acesso em: 10 out. 2016.

CÂMARA, Renato Phaelante da. MPB Compositores pernambucanos: coletânea bio-músico-fonográfica, 1920-1995. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, 1997.

MACIEL, Anamelia. Alceu Valença frente e verso. Recife: Edição do Autor, 1989.

 

 


COMO CITAR ESTE TEXTO:

 


Fonte
: ANDRADE, Maria do Carmo. Alceu Valença. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br//>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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