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Academia Pernambucana de Letras (APL)

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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Academia pernambucana de letras

Foi fundada em 26 de janeiro de 1901, por Joaquim Maria Carneiro Vilela e um grupo de literatos radicados no Recife, tendo como objetivo "promover a defesa dos valores culturais do Estado, especialmente no campo da criação literária".

É uma instituição civil, de utilidade pública e foi a terceira academia de letras fundada no      Brasil. A primeira foi a do Ceará, criada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras (1897).

No início, as reuniões da APL eram realizadas em salas do 
Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Em 1966, passou a funcionar em sede própria, num casarão na Av. Rui Barbosa, n. 1596, que pertenceu ao Barão Rodrigues Mendes, João José Rodrigues Mendes um comerciante português. O Governo do Estado de Pernambuco, na época do então governador Paulo Guerra, desapropriou o imóvel, doando-o à Academia, através do Decreto n.1.184, de 14 de janeiro de 19666. O edifício-sede da Academia é conhecido como a Casa de Carneiro Vilella.

Os móveis e as obras de arte foram doados, em sua maioria, pela sociedade pernambucana, incluindo doações do arcebispo 
Dom Helder Câmara.

Em 1911, foi aumentado o número de acadêmicos de vinte para trinta e, em 1960, passou para quarenta cadeiras, por sugestão do acadêmico 
Mauro Mota. Compõe-se hoje de quarenta membros, podendo ter o mesmo número de sócios correspondentes, residentes em outros Estados ou no Exterior.

Os acadêmicos não usam o fardão, como na Academia Brasileira de Letras. O fardão foi substituído por um colar dourado, com medalhão distintivo.

A APL possui uma biblioteca, um auditório e edita a Revista da Academia Pernambucana de Letras, que apesar de ter uma periodicidade irregular, é publicada desde 1901. Promove e estimula iniciativas de caráter cultural, concede prêmios literários, medalhas, troféus e títulos honoríficos, realiza cursos, reuniões e simpósios destinados ao estudo, pesquisa e discussões sobre literatura, especialmente a pernambucana.

 

 

 

Recife, 13 de junho de 2003.
Atualizado em 20 de agosto de 2009.

 

 

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

 

 

 

 

CENTENÁRIO da Academia Pernambucana de Letras: os de ontem, os de hoje, os de sempre. Recife: APL, 2001. 2 v.

CHACON, Vamireh. Uma academia de Pernambuco e do Nordeste. Cultura, Brasília, ano 8, n. 30, p. 85-89, jul./dez. 1978.

SUPLEMENTO CULTURAL  D.O. PE, Recife, ano 15, jan. 2001. [Fascículo dedicado à APL].

 

 

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

 

 

 

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Academia Pernambucana de Letras (APL). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php>. Acesso em:dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

 

 

 
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