Juta |
Colonos japoneses em 1929 fizeram as primeiras tentativas de introdução da juta na Amazônia. Cinco anos depois o colono Ryoto Oyama consegue produzir uma variedade de juta adaptada às condições da região amazônica. Nas terras baixas de várzea o plantio se dá em agosto ou setembro, com a várzea saindo d’água. Nas várzeas altas se dá em novembro quando as chuvas principiam e nas terras altas, semeia-se em janeiro. O corte é feito quando a juta floresce antes de frutificar, usando-se a foice ou facão. Terminado o corte, procede-se o desgalhamento e limpeza das hastes que são então reunidas em feixes de 100 unidades e amarrados com cordas improvisadas com casca da própria planta. Procede-se então a etapa de "afogamento" das hastes feito em água ligeiramente corrente ou, na impossibilidade desta, em água parada. Completada esta etapa, quando as fibras são facilmente desprendidas da casca, faz-se o desfibramento e lavagem que consiste na retirada da casca das fibras. Feito isso as fibras são batidas fortemente na água e lavadas completamente; para secar, estende-se a juta em varais ou estendais de secagem. Terminada esta operação as fibras são batidas nas próprias estacas dos varais e formados os manojos ou meadas ligeiramente torcidas, amarradas e assim enviadas para o local do enfardamento. Aí as fibras são classificadas e prensadas em fardos de até 180 quilos. As fibras de juta chamadas comercialmente de "fibras moles" são empregadas na confecção de telas e tecidos de aniagem, serrapilheiras, cordas, barbantes, tapetes, etc. As indústrias de guerra utilizam a nitro-juta, explosivo de grande poder destruidor.
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