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Sérgio Loreto

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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Sérgio Teixeira Lins de Barros Loreto, nasceu no município pernambucano de Águas Belas, em 9 de setembro de 1870, filho do professor Galdino Eleutério Teixeira de Barros Loreto e Luiza Lins de Albuquerque Barros.

 

De família modesta, trabalhou como funcionário dos Correios, emprego que conseguiu através de concurso público. Concluiu o curso secundário, em 1887 e estudou também no Liceu de Artes e Ofícios, onde foi professor de Aritimética. Trabalhando e estudando, conseguiu terminar o curso de Bacharelado em Direito, pela Faculdade de Direito do Recife, em junho de 1892.

 

Renunciando ao emprego dos Correios, transferiu-se para São Leopoldo, no Espírito Santo, onde foi promotor público e, em 1897, chefe de Polícia daquele Estado. Nessa época já era casado com Virgínia de Moraes Freitas Barbosa, de conhecida família pernambucana, com a qual teve dois filhos, Sérgio Loreto Filho e Aspásia.

 

Sendo demitido por problemas políticos, transferiu-se do Espírito Santo para o Rio de Janeiro, onde advogou de 1901 a 1904, quando venceu um concurso para juiz federal, no Espírito Santo, voltando então para Vitória, capital do Estado.

 

Em 1905, voltou para o Recife para exercer o cargo de juiz federal em Pernambuco.

 

Foi governador de Pernambuco de outubro de 1922 a outubro de 1926. Durante sua administração realizou várias obras no Recife e também no interior do Estado, entre as quais a conclusão do Quartel e da praça do Derby; a construção da Avenida Beira-Mar (atual Av. Boa Viagem); a dragagem do porto do Recife e ampliação de alguns cais e armazéns para permitir a entrada e acostamento de grande navios; a construção do segunda linha adutora do Gurjaú, para ampliar o abastecimento d`água da cidade. Construiu estradas entre Floresta-Cabrobó-Boa Vista e entre Floresta-Salgueiro-Leopoldina-Ouricuri; restaurou prédios escolares e deu especial atenção à formação de professores. Foi ele quem instituiu o Hino da Cidade do Recife, através da Lei nº 108, de 10 de julho de 1924, com letra de Manoel Aarão e música de Nelson Ferreira.

 

Na área da higiene e saúde públicas, cujo secretário era o seu genro, o médico Amaury de Medeiros, criou setores especializados para combater a malária, a tuberculose, a sífilis e para tratar as doenças mentais. Abriu uma rede de hospitais que atendia aos municípios de Goiana, Cabo, Bonito, Canhotinho, Olinda, Nazaré da Mata, Ribeirão, além de 26 postos de saúde no interior do Estado. Reformou o Hospital Santa Águeda, hoje chamado Oswaldo Cruz, criou serviços de visitadores e educação sanitária, conseguindo erradicar a varíola, a febre amarela e diminuir significativamente o índice de mortalidade de crianças e adultos.

 

Quando deixou o governo, em outubro de 1926, foi eleito deputado federal por Pernambuco e, em 1930, Sérgio Loreto abandonou a política.

 

Morreu no dia 6 de março de 1937.

 

Seu nome continua sendo lembrado através do um logradouro público no Recife, a Praça Sérgio Loreto e a Escola Sérgio Loreto, anexa àquela praça, no bairro de São José.

Recife, 11 de julho de 2003.

(Atualizado em 8 de setembro de 2009).

 

FONTES CONSULTADAS:

ALMANAQUE de Pernambuco, Recife, 1924. p.253-255.

 

SILVA, Jorge Fernandes da. Vidas que não morrem. Recife: Secretaria de Educação. Departamento de Cultura, 1982. p.201-205.

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia. Sérgio LoretoPesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/

>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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