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Provérbios

 

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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Vejatambém a Atividade Pedagógica Provérbios!

 

        Os provérbios são máximas ou sentenças de cunho moral sobre as ações humanas que nasceram da vivência e experiência popular. Expressam de modo conciso essa experiência acumulada pelo povo e ilustram a chamada sabedoria popular. São também conhecidos como adágios, ditados, anexins ou ditos populares.

 

         Existem em todo o mundo e são transmitidos de boca em boca, de geração em geração. Expressam, em suma, a filosofia popular de cada país.

 

         Foram selecionados abaixo alguns provérbios brasileiros bastante conhecidos:

 

 

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Amor com amor se paga.

Amigos, amigos; negócios, à parte.

A pressa é inimiga da perfeição.

A ocasião faz o ladrão.

A mentira tem pernas curtas.

Aqui se faz, aqui se paga.

Cada louco com sua mania.

Cada qual sabe onde lhe doem os calos.

Casa de ferreiro, espeto de pau.

Comer e coçar, é só começar.

Cão que ladra não morde.

Da discussão nasce a luz.

De médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco.

Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar.

Desgraça pouca é bobagem.

Devagar com o andor, que o santo é de barro.

Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.

Dois bicudos não se beijam.

É melhor prevenir que remediar

Em boca fechada, não entra mosca.

Em briga de marido e mulher, não metas a colher.

Em terra de cegos quem tem um olho é rei.

Falar é fácil, fazer é que é difícil.

Filho de peixe, peixinho é.

Gato escaldado tem medo de água fria.

Há males que vem para bem.

O justo paga pelo pecador.

Macaco velho não mete a mão em cumbuca.

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

Nada como um dia depois do outro.

Nem tudo que reluz é ouro.

Nunca digas: desta água não beberei.

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam.

Onde há fumaça, há fogo.

Para bom entendedor meia palavra basta

Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto.

Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas.

Quando um não quer, dois não brigam.

Quem ama o feio, bonito lhe parece.

Quem cala consente. 

Quem canta seus males espanta.

Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

Quem desdenha quer comprar. 
Quem diz o que quer ouve o que não quer. 
Quem dá aos pobres empresta a Deus.

Quem espera sempre alcança.

Quem não arrisca não petisca.

Quem não chora não mama. 

Quem não deve não teme.

Quem sai aos seus não degenera.

Quem tem boca vai a Roma.

Quem tem rabo de palha não senta perto do fogo. 
Quem tem telhado de vidro não atira pedra no do vizinho.
Quem é bom já nasce feito. 
Quem é vivo sempre aparece.

Ri melhor quem ri por último.

Santo de casa não faz milagre. 
Tamanho não é documento.
Um dia é da caça, outro do caçador. 
Um homem prevenido vale por dois. 
Um mal nunca anda só (sozinho) 
Uma andorinha só não faz verão. 
Uma mão lava a outra, ambas lavam o rosto.

Vão-se os anéis, ficam os dedos.

 

 

Recife, 14 de dezembro de 2005.

(Atualizado em 16 de setembro de 2009).

Ilustração de Rosinha.

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

PROVERBIOS. Disponível em: <http://www.lifesabirch.org/proverbios> Acesso em: 12 dez. 2005.

 

ROSSATO, José Carlos. Nosso folclore. São Paulo: Soma, 1987.

 

SOUTO MAIOR, Mário; LÓSSIO, Rúbia. Dicionário de folclore para estudantes. Recife: Fundaj. Ed. Massangana, 204.

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: Gaspar, Lúcia. ProvérbiosPesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 
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