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Ponte Velha / Ponte 6 de Março, Recife

Virgínia Barbosa

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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         Liga o bairro da Boa Vista/Cais Dr. José Mariano ao bairro de São José/Cais da Detenção, e a rua Velha à Travessa Cais da Detenção.

 

         Quem primeiro uniu esses dois bairros, por meio de uma ponte, foi o Conde Maurício de Nassau, em 1643. Era toda de madeira e partia da extremidade leste da Casa da Detenção (atual Casa da Cultura), e terminava na freguesia da Boa Vista, dando acesso ao Palácio nassoviano (Palácio da Boa Vista).

 

         Quando da implantação dos serviços de saneamento no Recife, planejados e executados pelo engenheiro Francisco Saturnino Rodrigues de Brito, entre 1909 e 1918, a ponte foi reconstruída, no mesmo lugar daquela de origem holandesa, e serviu para dar passagem aos tubos de água e esgoto e também ao tráfego de veículos.

 

         Inaugurada em 6 de março de 1921, seu nome, Ponte 6 de Março, é uma homenagem da cidade do Recife ao dia em que irrompeu a Revolução Pernambucana de 1817. Esta data representa, entre as lutas libertárias travadas em Pernambuco, uma das mais importantes páginas do heroísmo de nosso povo.

 

         Em 1976, a ponte sofreu reformas: recuperação e ampliação de sua faixa de rolamento, alargamento dos passeios e total recuperação do sistema de iluminação. Foram preservadas as suas características originais, principalmente no que se referem aos gradis, postes de ferro fundido, lampiões e passeios laterais em ladrilho.

 

         Em 2005, técnicos da Prefeitura do Recife constataram a necessidade da recuperação estrutural da Ponte 6 de março e as obras para este fim foram iniciadas neste mesmo ano.

 

         A população recifense e até alguns jornais chamam a Ponte 6 de março de Ponte Velha ou Antiga Ponte Velha. Talvez por sua semelhança à configuração da antiga ponte que Nassau mandou construir ou por estar localizada em frente a popular rua Velha.

 

                      

                                     

Recife, 13 de dezembro de 2005.

(Atualizado em 14 de setembro de 2009).

 

FONTES CONSULTADAS:

 

CAVALCANTI, Carlos Bezerra. O Recife e seus bairros. Recife: Câmara Municipal, 1998. 166 p. il.

 

FRANCA, Rubem. Monumentos do Recife. Recife: Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco, 1977. 382 p.

 

GONÇALVES, Fernando Antônio. O Capibaribe e as pontes: dos ontens bravios aos futuros já chegados. Recife: Comunigraf, 1997. 86 p.

 

MELLO, Virgínia Pernambucano de. As pontes do Recife. Recife: Água Marinha Mídia Educacional, 2003. [CD-ROM]. Patrocínio de NC Energia-Grupo Neoenergia.

 

PONTE Nova 6 de março. Almanach de Pernambuco, Recife, ano 26, p. 213-214, 1924.

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: BARBOSA, Virgínia. Ponte Velha/Ponte 6 de MarçoPesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 
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