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Parque da Jaqueira

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

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       Numa área nobre e predominantemente residencial, no bairro da Jaqueira, encontra-se o Parque da Jaqueira, entre a avenida Rui Barbosa e a rua do Futuro, confrontando com a Praça Souto Filho, no lado oposto.

 

        O bairro tem suas origens no século 17. Em suas terras, no ano de 1633, ocorreram os violentos combates entre os comandados de Felipe Camarão e os holandeses, que tentaram, sem êxito, tomar o forte do Arraial do Bom Jesus, em Casa Amarela.


         Em 1766, o proprietário do sítio naquela época, capitão Henrique Martins, construiu uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição de Ponte d’Uchôa, em estilo barroco, nome mudado posteriormente para Nossa Senhora da Conceição da Jaqueira, por conta das frondosas árvores que a circundavam.

 

          A área passou por um período de abandono, antes da sua destinação como parque. Durante anos, foi sede do Campeonato Pernambucano de Futebol e da Feira do Comércio e Indústria de Pernambuco (Fecin).

 

           Em 1984, o terreno com 7ha foi cedido à Prefeitura do Recife em regime de comodato por vinte anos. Através da lei federal nº 10.175, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) foi autorizado a doar a área definitivamente ao Município do Recife.

 

           O parque reúne dois espaços distintos: o do sítio histórico, onde se localiza a capela, e a parte destinada à prática de esportes, às atividades culturais e contemplativas. A capela foi tombada e restaurada na década de 1970, sendo emoldurada por um jardim de Burle Marx.

 

           A sua inauguração ocorreu em 1985. Constitui-se num espaço marcado por fruteiras e espécies ornamentais, como jaqueiras, mangueiras, jambeiros, sapotizeiros, pitangueiras, além de sombreiros, flamboyants, palmeiras imperiais, espatódeas, pau-brasil, xinxás.

 

           Como atividades recreativas destacam-se pistas de Cooper (1.000m) e bicicross (400m), ciclovia (1.100m), patinação (600m) e instalações de apoio aos usuários. O local é palco, também, de programações culturais, eruditas, folclóricas e cívicas. Conta, desde a sua inauguração, com a Sociedade Protetora dos Amigos da Jaqueira (Sodepaja), que elaborou um regulamento para uso do parque.

 

            Existe um projeto para o parque, que agrega novos elementos. A pista de Cooper, por exemplo, teria duas faixas bem definidas. Uma para os que correm, de uma só cor, e outra com pedaços coloridos, para aqueles que gostam de caminhar. Uma pista auxiliar, contaria com faixa plana e outra de obstáculos. Contempla também um espaço destinado à atividade física de idosos e pessoas com limitação física.

 

            O Parque da Jaqueira – o maior em extensão do Recife – poderá ser o primeiro parque público da cidade a ser adotado pela iniciativa privada, uma vez que já existe proposta neste sentido formulada por uma empresa. O Programa Adote uma Praça foi criado em 1993 para ajudar a conservação das 250 praças e dos quatro parques existentes no Município.  

 

 

              Recife, 15 de setembro de 2006. 

 

 

FONTES CONSULTADAS:

 

 

CARNEIRO, Ana Rita Sá; MESQUITA, Liana de barros. Espaços livres do Recife. Recife: Prefeitura da Cidade; UFPE, 2000. p.60-61

 

RECIFE ganha Parque da Jaqueira. Disponível em:  <http://www.dpnet.com.br/diario/2001/01/12/urbana12_0.html> Acesso em: 12 set. 2006.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Parque da Jaqueira. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 
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