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Museu Paraense Emílio Goeldi

Albino Oliveira

Museólogo da Fundação Joaquim Nabuco

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O Museu Paraense Emílio Goeldi está localizado na cidade de Belém, estado do Pará. Vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, tem a missão de produzir e difundir conhecimentos e acervos sobre sistemas naturais e socioculturais relacionados à Amazônia.

Criado em 1866, a partir da instalação da Associação Filomática, núcleo originário do museu, sua principal finalidade era o estudo da natureza amazônica: flora, fauna, geologia, geografia e assuntos correlatos como a história do Pará e Amazonas.

Apesar da clara necessidade da existência de um museu na cidade, uma vez que na segunda metade do século XIX despontava economicamente por conta da exportação da borracha e, consequentemente, via expandir o movimento cultural, o museu passou por dificuldades por mais de duas décadas.

Foi somente em 1894, com o apoio do novo Governo Republicano e sob a direção do zoólogo suíço Emílio Goeldi, que o Museu Paraense tornou-se dinâmico, recebendo uma estrutura dentro das normas dos museus científicos adotadas por todo o mundo. Foram instituídas as seções de Zoologia, Botânica, Etnologia, Geologia e Biblioteca especializada em assuntos de Ciências Naturais e Antropológicas e também em assuntos amazônicos em geral, além da criação do Parque Zoobotânico.

Fato importante na história do museu foi sua contribuição, entre 1895 e 1899, nas questões relacionadas ao litígio entre o Brasil e a França quanto ao domínio do atual Estado do Amapá. Os resultados obtidos através dos levantamentos realizados pelo museu, mais a participação efetiva de Emílio Goeldi, reforçaram a defesa dos interesses do Brasil que, em 1900, incorpora o Amapá ao território do Pará.

Pelos relevantes serviços prestados por Emílio Goeldi ao Pará e ao Brasil, em dezembro de 1900, através de decreto, o Museu Paraense passa a ser denominado Museu Goeldi. Finalmente em 1931, também por meio de decreto, recebe seu nome atual, Museu Paraense Emílio Goeldi.

A crise provocada pela Primeira Guerra Mundial, somada a decadência da economia de extração da borracha, deixaram o museu quase inativo de 1919 até 1930, quando é nomeado para diretor o pernambucano Carlos Estevão. Admirador da região, conhecedor das questões sociais, indígenas, ecológicas e arqueológicas, sua administração abre novas perspectivas no campo da pesquisa aplicada.

Durante a gestão de Carlos Estevão, finalizada em 1945, o Parque Zoobotânico foi ampliado, sendo considerado o maior e o mais equipado do Brasil. Pela primeira vez no mundo, muitas espécies da Amazônia foram criadas em cativeiro.

No ano seguinte, ao término da Segunda Guerra Mundial, em 1946, o museu passa por uma contenção de verbas que o deixa, mais uma vez, numa situação de declínio que perdura por quase uma década.

As transformações na área científica realizadas pelo Governo nos anos 1950 – criação do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) – promoveram a reestruturação do museu que passou para a administração do governo federal. Subordinado ao INPA, a pesquisa científica foi retomada e o museu volta a ser um importante promotor do conhecimento sobre a região amazônica.

Em 1983, o museu passa a ser unidade autônoma do CNPq e uma nova estrutura administrativa foi implantada por conta da ampliação de suas atividades: serviços de informação e documentação, museologia, educação e comunicação científica.

A atual configuração do Museu Paraense Emílio Goeldi, estabelecida no ano 2000, promoveu maior agilidade a suas atividades, transformando-o em um importante interlocutor no âmbito das políticas públicas para a Amazônia.

Suas instalações são divididas em três unidades:

1) Parque Zoobotânico - Mais antiga unidade, localizada no centro urbano de Belém, nela se encontram instaladas a Diretoria, as Coordenações de Administração e Museologia, a assessoria de Comunicação Social e a Editora do Museu.

2) Campus de Pesquisa - Com 12 hectares, nele funcionam as Coordenações de Botânica, Zoologia, Ciências Humanas, Ciências da Terra e Ecologia, Informação e Documentação, Planejamento, além dos laboratórios institucionais.

3) Estação Científica Ferreira Penna - Inaugurada em 1993, possui 33.000 hectares da Floresta Nacional de Caxiuanã e destina-se à execução de programas de pesquisa e ações de desenvolvimento comunitário.

Recife, 24 de março de 2010.

FONTES CONSULTADAS:

O MUSEU Paraense Emílio Goeldi. São Paulo: Banco Safra, 1986.

MUSEU Paraense Emílio Goeldi. Disponível em: <http://www.museu-goeldi.br>. Acesso em: 4 mar. 2010.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: OLIVEIRA, Albino. Museu Paraense Emílio GoeldiPesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.
 
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