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Futebol pernambucano, apelidos

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
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No futebol brasileiro, sempre foi comum os jogadores serem conhecidos por apelidos. Alguns já os trazem de casa, outros os recebem dos companheiros de equipe.

Às vezes, as origens dos apelidos são provenientes de características físicas, da maneira de falar, de vestir, de andar, do lugar do nascimento ou de diversas outras associações. É muito comum apelidos com nomes de animais (Leão, Coelho, Onça, Formiga, Pintinho, Aranha, Canário, Pulga, Cabrita, Mosquito). Há sempre uma explicação, na maioria das vezes só conhecidas pelas pessoas mais próximas.

Existem vários jogadores brasileiros famosos que são mais conhecidos pelo apelido do que pelo próprio nome, a exemplo de Pelé (Edson Arantes do Nascimento); Didi (Valdir Pereira); Garrincha (Manoel Francisco dos Santos); Vavá (Edvaldo Izídio Neto); Tostão (Eduardo Gonçalves de Andrade); Zico (Arthur Antunes Coimbra); Bebeto (José Roberto Gama de Oliveira) e Viola (Paulo Sérgio Rosa).

Atualmente, Kaká (Ricardo Izecson dos Santos Leite) e Vagner Love (Vagner Silva de Souza) são apelidos de dois jogadores brasileiros consagrados em gramados europeus. Pouca gente conhece o verdadeiro nome deles. Nos estádios, as torcidas os identificam e homenageiam pelos seus apelidos.

Um dos motivos para o uso dos apelidos no Brasil é que o povo os grava com mais facilidade, tendo assim um importante papel na comunicação da torcida com seus ídolos, principalmente no Nordeste brasileiro.

Alguns apelidos, inclusive, trazem um tipo de conceito que valoriza o jogador. Quando se diz, por exemplo, Ele é o Pelé do time, significa que é o craque da equipe.

No folclore futebolístico pernambucano, há uma grande quantidade de apelidos de craques do presente e do passado. Muitos deles, famosos nacional e internacionalmente.

Além dos apelidos de jogadores, existem também alcunhas para os clubes de futebol e até para alguns jogos. Segue, abaixo, uma relação alfabética de apelidos do futebol em Pernambuco, compilada de diversas fontes, citadas no final do texto.

 Açougueiro – Clóvis Pinheiro dos Santos, jogador do Náutico na década de 1960;
• Alex Créu – Alexandro da Silva Batista, do Clube Náutico Capibaribe;
• Alvirubro - Clube Náutico Capibaribe, do Recife, também chamado de Barbie pelos times adversários;
• Bacalhau – Jerônimo Cacau, jogador do Sport Club do Recife;
• Barata – André Barata, jogador do Araripina Futebol Clube, PE
• Betão – Roberto Taylor Santos Neves, jogador do Sport;
• Biro-Biro – Antonio José da Silva Filho, jogador do Sport;
• Bizu – Cláudio Tavares Gonçalves, jogador do Náutico;
• Branquinho – Wellington Clayton Gonçalves dos Santos, jogador do América;
• Cabeção – Assis Paraense, jogador do Sport Club do Recife;
• Carlinhos Bala – José Carlos da Silva, que jogou no Náutico, Santa Cruz e Sport;
• Chico – Cláudio José Alcoforado, jogador que atuou na equipe mirim do Náutico;
• Clássico da Amizade – antigo apelido dos jogos do Santa Cruz com o América Futebol Clube;
• Clássico das Emoções – apelido dos jogos do Santa Cruz com o Náutico;
• Clássico das Multidões – apelido dos jogos entre o Sport e o Santa Cruz;
• Cobra CoralSanta Cruz Futebol Clube, do Recife (por conta das cores iguais a da cobra);
• Coisa (A) – apelido colocado no Sport Club do Recife pelos adversários;
 Coruja – Assis Paraíba, jogador do Sport;
• Dadá Maravilha- Dario José dos Santos, jogador do Sport na década de 1970;
• Felipe Espada – Felipe Nunes Fernandes, jogador do Central Esporte Clube, de Caruaru e Ypiranga Futebol Clube de Santa Cruz do Capibaribe, PE;
• Flávio Caça-Rato – Flávio Augusto do Nascimento, jogador do Cabense Futebol Clube, time do Cabo de Santo Agostinho;
• Gangorra – apelido colocado no Santa Cruz por causa da instabilidade;
• Idi Amin – Alvimar Eustáquio de Oliveira, o Mazinho, jogador do Santa Cruz;
• João Cobrinha – Nunes (João Batista Nunes de Oliveira, jogador do Santa Cruz;
• Josué – jogador pernambucano Anunciado de Oliveira, nascido em Vitória de Santo Antão, convocado para a seleção brasileira na Copa do Mundo de
   2010, na África do Sul;
• Juca Show – José Aparecido da Conceição, jogador do Náutico na década de 1970;
• Juninho Pernambucano – Antonio Augusto Ribeiro Reis Júnior, jogador do Sport, Vasco da Gama, Lyon e Al-Gharafa, do Qatar;
 Kuki – Silvio Luiz Borba da Silva, jogador do Náutico
• Lacraia – Teófilo B. de Carvalho, jogador do Santa Cruz;
• Lanzoninho – João Lanzone Neto, jogador do Santa Cruz;
• Leão da Ilha – o Sport Club do Recife (por causa do estádio do Clube, na Ilha do retiro e o mascote do time)
• Luciano Coalhada – Luciano Jorge Veloso, jogador do Santa Cruz;
• Lúcio Surubim - Lúcio Jorge da Silva Rego, jogador do Náutico;
• Magrão – Alessandro Beti Rosa, goleiro do Sport Club do Recife;
• Manga (goleiro)- Hailton Correa de Arruda;
• Manoelzinho – Manoel Monteiro de Arruda, jogador do Sport;
• Minhoca Colorida – piada dos times rivais com o Santa Cruz;
• Nunes - João Batista Nunes de Oliveira, jogador do Santa cruz apelidado de  Artilheiro das Decisões;
• Papa Taças – apelido que já teve o Santa Cruz Futebol Clube;
• Papai da Cidade – o Sport Club do Recife por ser o time mais antigo do Recife;
• Patativa do Sertão – Central Futebol Clube, de Caruaru, PE;
• Pitota – Alcindo Wanderley, jogador do Santa Cruz;
 Queixada- Ademir Marques de Menezes, jogador famoso revelado pelo Sport;
• Roberto Coração de Leão – Roberto Almeida Nascimento, jogador do Sport;
• Sérgio China – Sérgio Ricardo Figueiredo, jogador do Santa Cruz;
 Somália- Wanderson de Paula Sabino, jogador do Náutico;
• Timbu - apelido do Clube Náutico Capibaribe, do Recife (uma espécie de gambá que é mascote do clube)
• Traçaia – José Roque Paes, jogador do Sport;
• Tricolor pernambucano – Santa Cruz Futebol Clube;
 Vassoura - Williams Oliveira do Nascimento, jogador do Vera Cruz Futebol Clube, de Vitória de Santo Antão;
• Vavá - Edvaldo Izídio Neto, também conhecido como Peito de aço;
• Zequinha – apelido do jogador pernambucano José Ferreira Franco (Copa de 1962);

Recife, 30 de maio de 2011.

FONTES CONSULTADAS:

APELIDO, marca registrada do futebol brasileiro, 14 de junho de 2005. Disponível em: <http://jbonline.terra.com.br/extra/2005/06/14/e14063356.html>. Acesso em: 27 maio 2011.

FUTPÉDIA: apelidos de jogadores no mundo todo. Disponível em:  <http://futpedia.globo.com/jogadores/pagina/2/ordem/13>. Acesso em: 30 maio 2011.

PIZZI, Marcelo. Um pequeno histórico dos apelidos pentacampeões. Disponível em: <http://www.ceme.eefd.ufrj.br/ive/boletim/bive200506/apelido_mraca_registrada.doc>. Acesso em: 30 maio 2011.

RODRIGUES, Edilson. Apelidos no Futebol. Jornal A Semana Caratinga . Disponível em: <http://saotomedeminas.blogspot.com/2009/01/apelidos-no-futebol.html>. Acesso em: 27 maio 2011.

SOUTO MAIOR, Jan. Alguns apelidos no futebol. Recife: Fundaj, Inpso, Centro de Estudos Folclóricos, 1976. (Folclore, 14).

VARRENDO os apelidos. Disponível em: <http://blogs.diariodepernambuco.com.br/esportes/?p=16969>. Acesso em: 31maio 2011.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: GASPAR, Lúcia. Futebol pernambucano, apelidos. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

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