Home
Mestre Galdino

 

Albino Oliveira
Museólogo da Fundação Joaquim Nabuco
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.  

Manoel Galdino de Freitas, popularmente conhecido como Mestre Galdino, foi um dos mais importantes escultores do Brasil no século XX.

Ceramista e poeta pernambucano, nasceu em 1924, no município de São Caetano, e faleceu em 1996, no Alto do Moura, em Caruaru.

Na década de 1940, Galdino se mudou para a cidade de Caruaru, onde se casou com Maria Marciolina, rendeira e ceramista, com quem teve três filhos. Trabalhou em olaria, fazendo telha e tijolo, e foi empregado da prefeitura, exercendo a atividade de pedreiro. Neste período começou sua iniciação na modelagem do barro.

No entanto, foi somente em 1974, durante a execução de uma obra em um posto de saúde no Alto do Moura, que mestre Galdino teve a oportunidade de conhecer toda a riqueza artística originária daquela localidade, formada em torno do Mestre Vitalino.

mestre
Encantado com o que viu, mais especificamente com as obras dos ceramistas Zé Rodrigues e Zé Caboclo, mudou-se com a família para o Alto do Moura, abandonando o serviço público para se dedicar ao fazer artístico.

Seu trabalho caracteriza-se por duas grandes séries: a das figuras hieráticas e alongadas de cangaceiros e a das figuras fantásticas, simbioses de humano e animal, de inesgotável invenção e que se tornaram sua marca registrada.

Conforme descrição da crítica de arte Lélia Coelho Frota, a superfície das esculturas de Galdino, formada por uma espécie de espinhado como se fosse um cacto, é provocadora e aguerrida. Suas figuras vão se desdobrando em pernas, braços, cabeças. São seres ameaçadores, às vezes antropofágicos, ou híbridos, como o Lampião-sereia.

Poeta, costumava prender na mão dos personagens de barro que moldava, ou em reentrâncias das esculturas, papeizinhos enrolados com versos que lhes diziam respeito.

Por ter uma produção extremamente original, muito diferente dos demais artistas da localidade, seu trabalho chamou a atenção de especialistas em arte e da mídia em geral, extrapolando os limites do Alto do Moura, tornando-se conhecido por grande parte da elite brasileira.

Em sua homenagem existe no Alto do Moura o Memorial Mestre Galdino. Seu trabalho integra o acervo de importantes coleções particulares e pode ser admirado em diversos museus de arte popular do nosso país.

Recife, 25 de outubro de 2011.

FONTES CONSULTADAS:

FROTA, Lélia Coelho. Pequeno dicionário da arte do povo brasileiro, século XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005.

O SÍMBOLO de Salomão, cerâmica, sem data. (imagem neste texto). Disponível em: <http://historia-da-ceramica.blogspot.com/2010/12/memorial-mestre-galdino.html>. Acesso em: 25 out. 2011.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

Fonte: OLIVEIRA, Albino. Mestre Galdino. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: < http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.
 

Busca "Palavra-chave"

Busca "A a Z"


Copyright © 2018 Fundação Joaquim Nabuco. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido pela Fundação Joaquim Nabuco